Em sua 20ª edição, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2026), produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), apresenta um panorama abrangente sobre as dinâmicas da violência no país. Um dos recortes do relatório trata do número de furtos e roubos de celulares no país. Os dados oficiais colocam Belo Horizonte à frente do Rio de Janeiro na taxa de aparelhos subtraídos por habitante.
Enquanto a capital fluminense aparece na vigésima posição da lista com uma taxa de 793,7 ocorrências de furtos e roubos por cem mil moradores, a capital mineira ocupa o 16º lugar nacional, registrando 831,3 ocorrências para cada cem mil pessoas, em 2025. BH é uma das seis cidades da região Sudeste a figurar no "Top 20" nacional, dividindo o ranking com São Paulo, Rio de Janeiro, Cariacica e Vitória (ES), e Itapecerica da Serra (SP).
O líder da lista é a capital do Maranhão, São Luís, que somou 1.517 aparelhos roubados ou furtados para cada 100 mil habitantes no período de 12 meses. Na sequência, Belém, capital paraense, com taxa de 1.487 celulares, e São Paulo com 1.390 completando o pódio. Das 20 cidades com maiores índices de abordagens violentas, 14 são capitais.
Proporções diferentes
Quando os números são analisados separadamente, BH também assume uma proporção de abordagens classificadas como roubo — subtração de aparelhos celulares mediante violência ou grave ameaça — maior do que a do Rio de Janeiro. Enquanto a capital fluminense teve uma taxa de 350 roubos de celular para cada cem mil habitantes no ano passado, contabilizando pouco mais de 22 mil ocorrências, BH cravou 424,8 roubos por cem mil moradores, somando 10.029 casos absolutos no mesmo período.
A dinâmica muda para os furtos, modalidade em que o aparelho é levado sem o confronto direto com a vítima. O RJ alcança a liderança nesse quesito, com uma taxa de 588,6 furtos por cem mil habitantes, ultrapassando 37 mil ocorrências. A capital mineira, por sua vez, apresenta um cenário mais brando no furto, registrando 333,7 casos por cem mil habitantes, o que equivale a 7.877 registros. No somatório geral de abordagens truculentas e furtos, a capital do Rio ocupa a 11ª posição no ranking nacional de subtrações de aparelhos, enquanto Belo Horizonte figura na 17ª colocação.
Cenário estadual
Apesar da marca preocupante em Belo Horizonte, o quadro geral de Minas Gerais apontou recuo nas subtrações de telefones. Em 2024, o território mineiro acumulou 44.847 celulares levados por criminosos. No ano seguinte, a soma caiu para 38.935 aparelhos, o que representa uma diminuição de 13,5% no estado.
Em âmbito nacional, o levantamento aponta que foram registrados mais de 792 mil roubos e furtos de celular no país — uma média de 95 celulares retirados das vítimas a cada hora. O estudo destaca ainda a forte prevalência dos furtos, que correspondem a seis em cada dez ocorrências no Brasil, sinalizando uma tática dos criminosos para agir na aglomeração e evitar o confronto direto.
Ranking das 20 cidades com maiores taxas de subtrações de celular
(Roubos + Furtos por 100 mil habitantes em municípios com mais de 100 mil moradores — Fonte: Anuário 2026)
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São Luís (MA): 1.517,0
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Belém (PA): 1.487,0
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São Paulo (SP): 1.390,5
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Salvador (BA): 1.195,0
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Lauro de Freitas (BA): 1.144,5
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Porto Velho (RO): 1.123,2
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Manaus (AM): 1.107,1
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Olinda (PE): 1.060,3
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Ananindeua (PA): 979,5
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Teresina (PI): 975,3
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Recife (PE): 965,3
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Cariacica (ES): 932,2
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Vitória (ES): 930,8
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Marituba (PA): 863,2
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Macapá (AP): 831,6
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Belo Horizonte (MG): 831,3
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Natal (RN): 806,8
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Itapecerica da Serra (SP): 801,2
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Fortaleza (CE): 796,0
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Rio de Janeiro (RJ): 793,7
