Atingidos pelo rompimento da barragem de Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Grande BH, fizeram um ato, nesta terça-feira (21/7), para defender a manutenção do auxílio emergencial às famílias atingidas. Os manifestantes cobraram do Ministério Público Federal (MPF) uma atuação firme na defesa das populações atingidas e denunciaram a judicialização do benefício.

Segundo o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), o ato reuniu cerca de 500 atingidos de 26 municípios impactados pelo rompimento da barragem.

A concentração começou na Praça da Liberdade e seguiu com uma parada simbólica em frente ao Palácio da Liberdade. Em seguida, os manifestantes caminharam até a sede do Ministério Público Federal, onde apresentaram uma pauta de reivindicações e defenderam que o órgão atue na defesa dos direitos das populações atingidas. 

 

O MAB também pede que a ADPF 1314 seja julgada pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal, e não por decisão monocrática. Na carta lida em frente ao MPF, o movimento sustenta que os danos provocados pelo rompimento da barragem permanecem afetando milhares de famílias e que a interrupção do Novo Auxílio Emergencial poderá agravar a situação social e econômica das populações atingidas. 

A caminhada seguiu até a Praça Sete e foi encerrada na Praça da Estação. 

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"O que está em jogo é a sobrevivência de milhares de famílias que continuam sofrendo as consequências do rompimento da barragem. O Novo Auxílio Emergencial é um direito da população atingida, e não aceitaremos que ele seja retirado por meio de uma ação judicial", afirmou Guilherme Camponêz, coordenador do MAB.

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