Um servidor do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-MG), identificado como Pedro Henrique Dias de Sousa, foi demitido após confessar ter desviado cerca de R$ 1,2 milhão da instituição de ensino. As irregularidades, que teriam acontecido entre 2021 e 2025, foram descobertas durante auditorias internas e resultaram na abertura de um processo administrativo disciplinar (PAD). A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) também investigam o caso.

A demissão ocorreu após a conclusão do processo administrativo, que apontou a prática de improbidade administrativa. De acordo com o Cefet-MG, o prejuízo causado é de aproximadamente R$ 1,2 milhão.

O servidor era assistente de administração e trabalhava na instituição desde 2014. As irregularidades foram descobertas pela chefia do funcionário durante auditorias internas. Assim que surgiram os primeiros indícios, ele foi afastado do cargo e o caso foi encaminhado para a Corregedoria da instituição, para a PF e para o MPF. 

Durante o processo administrativo, o ex-servidor confessou que agiu sozinho e disse que usou as funções do cargo de confiança para cometer as irregularidades. A apuração interna concluiu que não houve participação de outros servidores.

A instituição de ensino informou que tomou medidas para tentar recuperar o dinheiro desviado. Também afirmou que está reforçando os mecanismos de controle interno para evitar que casos semelhantes aconteçam novamente.

O Cefet-MG destacou que mantém o compromisso com a transparência e a boa gestão dos recursos públicos. Também informou que é considerada referência em integridade no Levantamento de Governança, Sustentabilidade e Gestão (IESGo), elaborado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

A reportagem procurou a Polícia Federal e o Ministério Público Federal para mais informações. Ambas informaram que não comentam investigações em andamento. Também contatada pelo Estado de Minas, a defesa do servidor enviou uma nota, reproduzida, na íntegra, a seguir:

"A Defesa Técnica de Pedro Henrique Dias de Sousa, conduzida pelo escritório Andrade & Collio Advogados, informa que acompanha com seriedade os desdobramentos do caso e esclarece que as todas as medidas jurídicas cabíveis para o adequado esclarecimento dos fatos vêm sendo tomadas nos autos do Procedimento Administrativo Disciplinar que tramita no Cefet-MG e no Inquérito Policial instaurado perante a Polícia Federal.

As conclusões extraídas no âmbito administrativo serão analisadas e questionadas pelas medidas jurídicas cabíveis, especialmente quanto à correta interpretação dos fatos, das provas e das declarações atribuídas a nosso constituinte.

A defesa repudia qualquer tentativa de pré-julgamento ou exposição desnecessária da pessoa investigada, cuja imagem e dignidade devem ser preservadas. O caso deve ser tratado com responsabilidade, sem afirmações categóricas que extrapolem os limites do que efetivamente foi decidido ou apurado.

Pedro a sua defesa manterão postura técnica, respeitosa e colaborativa perante as autoridades competentes, confiando que os fatos serão esclarecidos no foro adequado, com observância do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa."

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*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima

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