O filho da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa na noite dessa quarta-feira (1°/7) suspeita de matar um casal de idosos em um prédio no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, está com a tia da mãe. A informação é do advogado da diarista, Bruno Correa.
O menino de 6 anos estava abraçado à mãe no momento da prisão, quando a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) entrou no quarto em que eles estavam hospedados, em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas. "Estivemos com ele, e está bem", sintetizou Correa, em entrevista ao Estado de Minas.
O advogado revelou ainda que não vai participar da audiência de custódia da suspeita, marcada para a tarde desta sexta-feira (3/7). Os sócios dele no escritório é que devem acompanhá-la na oportunidade.
Correa informou ainda que a defesa não conversou com a cliente até o momento. "Isso vai acontecer antes da audiência", frisou.
Apesar de ter dito aos policiais que matou o casal, o advogado afirmou que, formalmente, a diarista não confessou o crime. "A defesa está empenhada em desenvolver o melhor trabalho", concluiu.
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O caso
Paula foi presa na noite dessa quarta-feira em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas. Ela era procurada desde terça-feira (30/6), quando os corpos do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inaácio, de 76, foram encontrados no apartamento onde o casal morava no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital.
Segundo a Polícia Civil, ela não reagiu à prisão, confessou o crime e afirmou que já esperava ser presa diante da repercussão do caso. "Ela disse que se sentia envergonhada ao se ver na televisão o tempo todo e que nem queria mais sair à rua", declarou o delegado responsável pelo caso, Gustavo Barletta.
A polícia investiga se o crime foi premeditado e se houve a participação de outras pessoas. Paola foi encaminhada para o Complexo Penitenciário Estevão Pinto, no Bairro Horto, na Região Leste da capital.
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A investigação indica que ela levou R$ 18 mil, além de joias e relógios do apartamento. Parte do dinheiro obtido com a venda dos bens já foi recuperada. Ela pode responder por dois crimes de latrocínio — roubo seguido de morte —, cujas penas somadas podem chegar a 60 anos de prisão.
