A prisão da diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi registrada em vídeo na noite desta quarta-feira (2/7). Ela é suspeita de matar um casal em um apartamento no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A mulher era procurada deste desde terça (30/6) quando os corpos de Cláudio Atala, de 75, e Maria Clotilde, de 76, foram encontrados. Segundo a Polícia Civil ela não reagiu a prisão e confessou o crime. 

As imagens mostram a mulher deixando um hotel em Itabira, na Região Central de Minas, escoltada por policiais sem algemas com as mãos para trás e a cabeça baixa. A prisão ocorreu por volta das 23h, após o avanço das investigações. Segundo a PC, o filho dela de 6 anos que estava com a suspeita foi entregue aos familiares.

Confissão 

Em depoimento, a diarista contou que foi contratada para fazer a limpeza no apartamento e afirmou que já havia recebido elogios pelo serviço prestado à família das vítimas.

Segundo ela, a decisão de furtar joias, relógios e dinheiro surgiu durante a faxina, ao encontrar os objetos no quarto do casal. A suspeita disse que o plano inicial era apenas dopar os idosos para facilitar o furto.

Para isso, relatou ter misturado quatro comprimidos de um medicamento de uso controlado em um suco preparado no liquidificador. De acordo com a investigação, cerca de 30 a 40 minutos depois, as vítimas começaram a ficar sonolentas. A Polícia Civil apreendeu aproximadamente 50 comprimidos do mesmo medicamento na bolsa da investigada.

Ainda conforme a confissão, Cláudio Atala acordou enquanto ela recolhia os objetos e percebeu o furto. Paola afirmou que pegou uma faca na cozinha para ameaçá-lo, mas o advogado tentou reagir e acabou sendo esfaqueado. O exame pericial apontou mais de 40 perfurações.

Sobre Maria Clotilde, a diarista afirmou que a idosa ainda estava sob efeito do medicamento quando também foi morta. Ela voltou a dizer que ouvia "vozes" dizendo que deveria matar o casal.

Após os assassinatos, segundo a Polícia Civil, a suspeita tomou banho no apartamento, lavou a faca utilizada no crime, vestiu roupas de uma das vítimas e deixou o imóvel levando cerca de R$ 18 mil, além de joias e relógios. Parte do dinheiro obtido com a venda dos bens foi recuperada.

Fuga e motivação

Depois de sair do apartamento, Paola afirmou que foi de carro até a Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, pagando R$ 40 pela corrida. A Polícia Civil acredita que o veículo seja de um motorista de aplicativo e pede que o condutor procure a delegacia para prestar esclarecimentos.

À polícia, a diarista declarou que matou o casal por motivação financeira. Segundo ela, apesar de ter quitado uma dívida de R$ 40 mil com agiotas, queria dinheiro para "curtir a vida". Também afirmou ser viciada em jogos de azar, compradora compulsiva e acumuladora de roupas femininas.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para confrontar a versão apresentada pela suspeita com as demais provas reunidas no inquérito.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

*Estagiária sob supervisão do subeditor Humberto Santos

compartilhe