Durante uma entrevista coletiva concedida na tarde desta quarta-feira (1/7), investigadores da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) revelaram alguns detalhes sobre a conduta da suspeita de matar um casal de idosos dentro de um apartamento no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. De acordo com os investigadores, após cometer o crime, a mulher tomou banho, lavou a faca com a qual atacou o casal e ainda saiu do imóvel trajando roupas de uma das vítimas.
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As vítimas são o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a mulher dele, a empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. O corpo dele foi encontrado com 17 ferimentos compatíveis com facadas, enquanto o dela apresentava sete. A suspeita é uma mulher, de 30 anos, que trabalhava como diarista para o casal. A PCMG afirma já ter identificado a suspeita e, agora, procura por ela: um mandado de prisão preventiva já foi solicitado à Justiça.
A PCMG identificou diferentes facas no interior do apartamento e acredita que uma delas foi aquela que a suspeita empunhou. "Ela não saiu do condomínio com nenhuma faca", relatou o delegado Felipe Freitas, chefe do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri) da PCMG. "Então, a gente acredita que essa faca é uma da própria casa, mas todas as facas que estavam na casa, estavam lavadas", complementa.
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O crime é tratado pela PCMG como latrocínio, quando um indivíduo mata a vítima para roubá-la. De acordo com as investigações, após assassinar os patrões, a suspeita teria deixado a cena do crime, portando pertences das vítimas, como celulares, joias e relógios.
Investigação
Nesta quarta-feira, a PCMG localizou a roupa que a diarista trajava quando chegou ao edifício, manchada de sangue, o que indica o uso no momento do crime, além de uma sacola e de caixas de relógios que eram de propriedade das vítimas. Assista ao vídeo:
Os celulares dos idosos também foram encontrados, mas em outro local: eles estavam em um lote vago em Vespasiano, na Grande BH, enrolados em papel-alumínio, para dificultar o rastreamento. A hipótese levantada pela PCMG é que os dois aparelhos teriam sido adquiridos por um receptador que, ao se dar conta da repercussão causada pelo crime, decidiu descartá-los.
Tais objetos, assim como os demais itens subtraídos do apartamento, teriam sido negociados pela suspeita no Hipercentro de Belo Horizonte, logo após o latrocínio. A corporação informou que está apurando o destino desses bens.
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Depois de sair da cena do crime e de vender os objetos das vítimas, a mulher teria passado na própria casa, buscado o filho, de 6 anos, e fugido. A PCMG já questionou familiares, que afirmaram que ela teria uma dívida de aproximadamente R$ 40 mil com um agiota e teria comentado que "fez uma besteira". Uma hipótese é que mãe e filho teriam ido para o Espírito Santo, mas a investigação ainda apura todas essas informações.
'Crime grotesco'
Os corpos de Cláudio e Maria Clotilde foram encontrados nessa terça-feira (30/6) dentro do apartamento em que eles viviam, localizado na Rua Padre Severino, no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A PCMG acredita que eles foram mortos entre as 12h30 e as 15h de segunda-feira (29/6).
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O chefe do Depatri classificou como "grotesca" a cena do crime: "muito sangue pela casa afora; foi de uma extrema barbárie e violência a forma como os dois idosos foram assassinados", declarou. De acordo com o delegado, a cena do assassinato demonstra "o quão intencionada essa autora estava em ceifar a vida dos dois, para poder praticar a subtração".
