A tia da faxineira, de 30 anos, suspeita de latrocínio disse que a sobrinha havia trocado de número telefônico dias antes dos corpos do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, serem encontrados dentro de um apartamento de luxo no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, nessa terça-feira (30/6). A mulher é suspeita de cometer latrocínio, que é o roubo seguido de morte, e está sendo procurada pela polícia.

Segundo a parente, a sobrinha costumava falar que ia viajar frequentemente. "Outro dia mesmo ela fez uma viagem, ela foi lá pro Rio Grande do Sul, foi pra outro lugar com um amigo. De vez em quando ela dava isso, viajava", contou.

Ela também disse que a faxineira não dava muita explicação aos familiares. O estranhamento surgiu com a troca de número. "O que nós começamos a notar de estranho é porque troca de número. Ela trocou de número um dia antes de ontem (terça-feira)", alegou. De acordo com relato da tia, ela não passou o novo contato para a família. "Nós não temos nenhum contato hoje com ela. Por isso que a gente fica entristecido, porque nós não temos contato nenhum com ela. Ela está desaparecida", lamentou.

Despedida e atestado para o filho

De acordo com a tia da suspeita, o último contato com a sobrinha aconteceu na noite anterior ao desaparecimento. Segundo ela, percebeu uma movimentação diferente no quarto onde a sobrinha morava com o filho, de 6 anos, mas não desconfiou de nada porque estava concentrada nos cuidados com a própria mãe, que é acamada. Na manhã seguinte, a mulher se despediu da família chorando.

"A única coisa de que me lembro é que ela entrou na casa chorando e disse: 'Gente, estou indo'. Eu perguntei para onde ela estava indo com o menino e questionei sobre a escola". Conforme a familiar, a faxineira respondeu que o filho estava afastado da escola por 15 dias e que depois entraria em contato com a família, mas que poderia ser que demorasse", relatou.

Relembre o caso

Os corpos de Cláudio e Maria Clotilde foram encontrados nessa terça-feira dentro do apartamento do casal, localizado na Rua Padre Severino. Segundo informações preliminares, ambos apresentavam ferimentos provocados por facadas, principalmente na região do tórax.

Ao Estado de Minas, o sobrinho das vítimas, Henrique Maciel, afirmou que a tia foi encontrada na sala e o tio, no quarto. "O corpo da minha tia estava na sala, e o do meu tio, no quarto. Os dois foram esfaqueados. Muitas facadas pelo corpo", relatou.

O último contato da família com o casal ocorreu na segunda-feira (29/6), o que leva os investigadores a acreditar que o crime tenha sido cometido naquele dia. Os corpos foram encontrados por um dos filhos do casal, que estranhou a ausência do pai no escritório de advocacia onde ambos trabalhavam e decidiu ir até o apartamento.

De acordo com a Polícia Militar, não havia sinais aparentes de arrombamento, mas alguns objetos teriam desaparecido do imóvel. As imagens das câmeras de segurança do edifício serão analisadas para auxiliar na investigação.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que apura a causa da morte do casal, informou que a perícia e policiais estiveram no local para coletar vestígios que poderão ajudar nas investigações.

compartilhe