GOLPE FRUSTRADO

Mulher é condenada por pegar empréstimos sem consentimento no nome da tia

Sobrinha teria recebido mais de R$ 15 mil via Pix para conta própria após pedir empréstimos consignados por aplicativo de banco da vítima

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Uma mulher foi condenada nesta segunda-feira (27/7) por pegar empréstimos com o nome de uma tia idosa e ficar com o dinheiro. O caso aconteceu em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. A sobrinha teve decretada uma pena de oito anos de prisão, a princípio em regime semiaberto, com pagamento de multa.

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A condenada movimentou R$ 15.521,73 para a própria conta após fazer dois empréstimos consignados no nome da tia. Segundo a sentença da 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Patos de Minas, a mulher se aproveitou de visitas à idosa para utilizar um aplicativo de banco no celular da vítima, no qual fazia as operações, sem autorização. O caso aconteceu em agosto de 2021.

A vítima afirmou que não sabia usar o aplicativo bancário e que percebeu que havia algo de errado quando passou a sofrer descontos na aposentadoria. Só assim, a idosa descobriu que havia empréstimos feitos em seu nome.

Na decisão em primeira instância, foi destacado que a relação de parentesco facilitou o crime, já que a mulher teria acesso à casa, ao aparelho celular e às informações bancárias da tia. A Justiça caracterizou que houve abuso de confiança e crime de furto por fraude eletrônica por parte da sobrinha.

A sentença ainda afirmou que houve contradições nas declarações da acusada durante as investigações, com versões diferentes sobre a quantidade de empréstimos, valores, transferências feitas e o número de parcelas pagas. Enquanto isso, o relato da vítima foi considerado compatível com os extratos bancários e horários em que a sobrinha esteve na residência.

A pena imputada à mulher ainda foi aumentada por crime praticado a uma pessoa idosa. O juiz também considerou o prejuízo causado à vítima, já que houve desconto na aposentadoria, que é utilizada para despesas como alimentação, moradia e medicamentos da idosa.

Da decisão ainda cabe recurso e, como a mulher respondeu ao processo em liberdade, também poderá recorrer sem que seja presa. Não foram divulgados os nomes dos envolvidos.

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*Estagiário sob supervisão do subeditor Gabriel Felice

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