Cerco se fecha:

Preso mais um suspeito de integrar grupo de plantio de maconha em Minas

Homem foi preso em Eunápolis, no Sul da Bahia. Ele é o 11º suspeito detido por envolvimento com grupo responsável por quatro grandes cultivos da droga no estado

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu nesta segunda-feira (13/7) mais um suspeito de integrar a organização criminosa responsável pelos grandes plantios de maconha descobertos recentemente no interior do estado. Trata-se de um homem de 39 anos, apelidado de “Jacó”, que foi preso na zona rural de Eunápolis, cidade praiana próxima de Porto Seguro, no sul da Bahia.

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A detenção foi efetuada por equipe da Delegacia de Araçuaí (Vale do Jequitinhonha), que comanda as investigações sobre o esquema. Em um intervalo de 21 dias, foram localizados e destruídos pela Polícia Civil quatro cultivos da droga no interior mineiro: em Virgem da Lapa, Vale do Jequitinhonha, em 26 de maio; em Francisco Sá (4/6) e Porteirinha (7/6), no Norte de Minas; e em Unaí (17/6), no Noroeste do estado.

Com a prisão na cidade do litoral baiano, agora, são 11 pessoas presas por envolvimento com o criminoso responsável pelo cultivo da Cannabis sativa em Minas. Um casal de Teixeira de Freitas (BA) é apontado pelo “dono do negócio” e continua foragido e procurado.

As investigações sobre o esquema avançaram com a “Operação Primeira Poda”, deflagrada na quinta-feira (9/7), quando foram presas cinco pessoas ligadas ao grupo criminoso do cultivo e venda de maconha. Quatro delas, com idades entre 25 e 28 anos, foram detidas em Contagem e Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Um quinto envolvido foi preso no município de Primavera do Oeste, no Mato Grosso, com o apoio do serviço de inteligência da Polícia Civil daquele estado.

A prisão do suspeito “Jacó” em Eunápolis foi feita por uma equipe de policiais, chefiada pelo delegado de Araçuaí, Paulo Sobrinho, que está à frente das investigações, contando com o apoio do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc).

Também foram apreendidos veículos que teriam sido adquiridos com o dinheiro do tráfico: um veículo Jeep Renegade e um Jeep Compass, este último avaliado em cerca de R$ 200 mil.

Conforme as investigações, o suspeito preso no sul da Bahia é apontado como um dos responsável pela logística do “negócio” da produção e venda de maconha no interior mineiro. Uma de suas “atribuições” seria mapear terrenos para novos plantios da Cannabis sativa e fechar acordos com os proprietários de terras. Também operava o drone usado pela quadrilha para realizar o monitoramento das áreas de cultivo da maconha.

Primeiro plantio descoberto com sequestro

As investigações sobre a produção da maconha em Minas começaram em 26 de maio, após a localização de uma plantação com 30 mil pés Cannabis em Virgem da Lapa, no Vale do Jequitinhonha. Três pessoas foram presas no local e outras duas acabaram detidas por suspeita de integrar o grupo responsável pelo cultivo e tráfico da droga.

A descoberta em Virgem da Lapa ocorreu durante buscas da Polícia Civil na investigação do sequestro de uma mulher, de 36 anos, e da filha dela, de 8, em Coronel Murta, município vizinho.

Em 4 de junho, uma operação da Polícia Civil com apoio de helicóptero localizou uma plantação com cerca de 20 mil pés de maconha em uma área de difícil acesso na zona rural de Francisco Sá, no Norte de Minas. No local, foram encontrados e destruídos 1,8 mil quilos da droga, parte dela já ensacada para distribuição.

Três dias depois, policiais prenderam mais dois suspeitos de ligação com a organização criminosa, que estavam em um Fiat Toro. Com eles, foram apreendidos aparelhos celulares, documentos, cartões, bagagens e equipamento de internet via satélite, que eram usados no plantio clandestino da maconha.

No dia 10 de junho, outro cultivo da droga foi descoberto na região de Alto Jatobá, na zona rural de Porteirinha, ainda no Norte de Minas. A maconha era produzida em uma área irrigada de quatro hectares e escondida em meio a um milharal. A colheita já havia sido realizada, mas 100 quilos da planta foram encontrados e incinerados no local.

Na sequência, as investigações também chegaram ao município de Unaí (Noroeste do estado), onde foi uma identificada uma área de aproximadamente seis hectares preparada para o cultivo da maconha.

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No local, foram encontrados sistema de irrigação instalado e operacional, mudas de maconha em estágio inicial, tanques de armazenamento de água, fertilizantes e outros insumos agrícolas, além de alimentos e outros itens. Também havia cultivo de milho, usado para disfarçar e esconder a plantação ilegal da Cannabis Sativa. Foram verificados indícios de que os responsáveis abandonaram a área às pressas, pouco antes da chegada das equipes policiais.

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