Vizinha de casal de idosos lamenta morte e relata sensação de medo
Elizete Araújo contou ao Estado de Minas que Cláudio e Maria Clotilde eram queridos por todos no prédio
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Nove dias após o duplo latrocínio que vitimou o casal de idosos Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, moradores relatam o clima no prédio e a sensação de medo depois do crime.
Elizete Araújo era vizinha do casal. Ao Estado de Minas ela contou que Cláudio e Maria Clotilde eram queridos por todos.
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A vizinha contou que não estava em casa no dia do crime. "É revoltante, eram pessoas boas, já idosas. Porque ela não roubou e foi embora? Mas ela fez a crueldade de matar os dois. Não tem nem explicação", disse.
Elizete comentou que o clima no condomínio está horrível, todos abalados. "Pessoal muito triste e com medo. Agora fica o receio de contratar uma diarista, porque ela veio com uma cara tão boa. Ninguém imaginava", lamentou.
Outras vizinhas que não se identificaram concordaram com o relato e confirmaram a desconfiança em contratar alguém para trabalhar em suas casas.
O casal foi vítima de duplo latrocínio na segunda-feira (29/6). A principal suspeita é a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, que foi indicada por um primo de Maria Clotilde para fazer faxina no apartamento do casal. Ela foi presa três dias após o crime, em Itabira, na Região Central do estado.
A suspeita, que confessou ter esfaqueado o casal, foi levada ao local na tarde desta quarta-feira (8/7) para a reconstituição do crime. O objetivo é reconstruir o que aconteceu dentro do apartamento para entender a dinâmica dos fatos.
A chegada da mulher foi marcada por tumulto e revolta. Moradores desceram para as ruas e outros fizeram barulho de dentro das casas, pelas janelas. Gritos e xingamentos foram ouvidos pela rua Padre Severino, no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Uma outra diarista, que trabalha em um prédio em frente, desceu para a rua, e disse que a atitude de Paola manchou a imagem da categoria. A trabalhadora relatou que faz questão de passar confiança aos patrões e sempre passa todos os dados pessoais como forma de credibilidade.
A Polícia Civil informou que a reconstituição conta com a participação da equipe da perícia oficial, de policiais do Depatri, da suspeita e de seus advogados, além dos advogados das vítimas.
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Na noite de segunda-feira (6/7), a PC voltou ao apartamento e localizou a faca usada para matar o casal. Os investigadores utilizaram luminol, um reagente químico capaz de revelar vestígios de sangue que não podem ser vistos a olho nu, para encontrar o arma.