JULGAMENTO

Médica acusada de mandar matar farmacêutica vai a júri popular

Cláudia Soares Alves ficou conhecida por raptar um bebê em Uberlândia, em 2024, e é apontada como mandante do assassinato de Renata Bocatto Derani

Publicidade
Carregando...

A médica neurologista Cláudia Soares Alves, de 42 anos, apontada como mandante da morte da farmacêutica Renata Bocatto Derani, em 2020, e o vizinho dela, participante no crime, vão a júri popular. A decisão é da 3ª Vara Criminal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, cidade onde ocorreu o caso.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Os dois envolvidos viraram réus após denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), aceita pela 5ª Vara Criminal da Comarca de Uberlândia. A acusada também ficou conhecida por raptar um bebê recém-nascido do Hospital das Clínicas de Uberlândia em 2024. Ainda não há data do julgamento. 

No atentado contra a farmacêutica, a vítima foi alvejada na porta do trabalho depois de receber uma falsa encomenda, que continha um pênis de borracha. Cláudia foi indiciada por homicídio qualificado - por motivo torpe, pagamento e emboscada -, uso de documento falso, fraude processual e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Além da médica, um homem identificado como Paulo Roberto Gomes da Silva também se tornou réu pela morte de Renata. Ele seria o executor do crime e também foi denunciado pelo MPMG por adulteração de veículo. Os dois estão presos desde 5 de novembro de 2025 quando foram alvos de um mandado de detenção temporária convertida em preventiva.

Conforme as investigações, antes de Renata ser morta, a neurologista se envolveu com seu ex-marido. O casal tinha uma filha e, segundo o delegado Eduardo Leal, a médica teria tentado tirar o poder familiar da farmacêutica para assumir a maternidade da criança. 

Nessa época, ainda conforme o responsável pelo inquérito, a vítima proibiu que o pai tivesse acesso à filha enquanto estivesse com Cláudia. Além disso, a investigada teria participado da preparação e da execução do crime, em parceria com dois homens. A dupla, apontada como executora, foi presa no início de novembro em Itumbiara (GO).

Há cerca de um mês, o juiz Dimas Borges de Paula pronunciou Cláudia Soares por homicídio qualificado cometido por motivo torpe. Já o vizinho dela vai a júri por homicídio duplamente qualificado, com recurso que impossibilitou defesa da vítima e por promessa de recompensa.

O magistrado entendeu que existem indícios suficientes para levar o caso a júri popular. A defesa da médica e do vizinho dela recorreram da decisão, que aguarda julgamento na segunda instância. Inicialmente, a 3ª Vara Criminal de Uberlândia negou os pedidos dos advogados.

Bebê sequestrado

Em 6 de agosto de 2024, Cláudia Soares Alves foi indiciada por tráfico de pessoas e falsidade ideológica no inquérito que apurou o sequestro de uma recém-nascida na maternidade do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia. O crime aconteceu na noite de 22 de julho do mesmo ano. A neurologista foi presa, horas depois, em Itumbiara (GO), com a criança.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

No dia do sequestro, Cláudia usou o crachá para entrar no hospital se passando por funcionária. Ela foi até a maternidade e abordou um casal, se apresentando como pediatra e examinou a mãe e a recém-nascida. Na sequência, a mulher afirmou que levaria a bebê para ser amamentada, mas não voltou. A criança foi colocada dentro de uma mochila e, de carro, levada para Itumbiara, a cerca de 134 quilômetros de Uberlândia. Imagens de câmeras de segurança ajudaram na localização da médica.

Tópicos relacionados:

homicidio juri-popular mpmg uberlandia

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay