'Confusa mentalmente', diz PC sobre suspeita de matar casal em BH
Delegado afirma que diarista presa em Itabira, na Região Central de Minas apresentou falas desconexas e confessou o crime
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"É uma pessoa bastante confusa, mentalmente falando, apresenta falas desconexas." Foi assim que o delegado Gustavo Barletta, da Polícia Civil, descreveu a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, presa na noite dessa quarta-feira (1º/7), em um hotel em Itabira, na Região Central de Minas.
Segundo a corporação, ela confessou ter matado o casal de idosos Cláudio Atala, de 75, e Maria Clotilde, de 76, encontrados mortos no apartamento onde moravam, no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. O caso é investigado como latrocínio, roubo seguido de morte.
Durante entrevista, Barletta afirmou que a suspeita demonstrou forte instabilidade emocional durante o interrogatório. Segundo ele, Paola disse que "não tem nenhum juízo e pediu perdão à família das vítimas, afirmando que agora quer reerguer a vida e pagar pelo que fez."
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A prisão aconteceu após a Polícia Civil localizar a diarista hospedada no It Itabira Hotel em Itabira. As equipes da corporação saíram da capital por volta das 20h30 e chegaram ao local aproximadamente às 22h. Segundo o delegado, ela recebeu os policiais chorando, abraçada ao filho sobre a cama do quarto, não ofereceu resistência e confessou o crime.
Ainda de acordo com Barletta, a mulher afirmou que já esperava ser presa diante da repercussão do caso. “Ela disse que se sentia envergonhada ao se ver na televisão o tempo todo e que nem queria mais sair à rua”, relatou.
Relembre o caso
Os corpos de Cláudio Atala e Maria Clotilde foram encontrados nessaa terça-feira (30/6), dentro do apartamento onde moravam, na Rua Padre Severino, no Bairro São Pedro. As vítimas apresentavam diversos ferimentos provocados por facadas, principalmente no tórax.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o crime tenha ocorrido na segunda-feira (29/6), data do último contato da família com o casal. Os corpos foram localizados por um dos filhos das vítimas, que estranhou a ausência do pai no escritório de advocacia onde ambos trabalhavam e decidiu ir até o imóvel.
Segundo a Polícia Militar, não havia sinais aparentes de arrombamento, mas alguns objetos desapareceram do apartamento.
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*Estagiária sob supervisão do subeditor Humberto Santos