Uma adolescente, de 17 anos, foi vítima de um estupro coletivo dentro da própria casa, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os autores seriam quatro menores, da mesma idade da vítima, que estavam na residência participando de um churrasco. A violência sexual ocorreu na madrugada de sábado (13/6).
De acordo com informações do boletim de ocorrência registrado na Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a vítima conhecia os agressores. O grupo estaria aproveitando uma saída dos pais da adolescente para fazer a confraternização: inicialmente, nove pessoas participavam do churrasco.
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Após a saída de parte dos participantes do grupo, já por volta das 23h, a vítima teria ficado sozinha com os quatro adolescentes. Em seguida, a jovem teria perdido a consciência: ao despertar, ainda atordoada, já estava despida e sendo estuprada por dois dos adolescentes, então posicionados sobre o corpo dela.
Posteriormente, ao despertar completamente, a jovem estava sozinha. Ela, então, entrou em contato, por meio de aplicativo de mensagem, com um dos autores, o qual conhecia desde os 6 anos de idade e considerava como melhor amigo.
Por sua vez, ele teria confirmado que participou no estupro, junto com os outros dois adolescentes. O quarto integrante do grupo teria presenciado toda a cena.
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Três dos autores do estupro teriam chegado a pedir desculpas à vítima. Porém, quando a adolescente comunicou que havia relatado o ocorrido à genitora e que acionaria a polícia, teria sofrido ameaças, inclusive da mãe de um deles.
Antes do estupro coletivo, os adolescentes consumiam cerveja, o que teria dado a oportunidade para que um deles colocasse uma droga conhecida como "boa noite, Cinderela" no copo da vítima. Essa hipótese indicaria uma ação premeditada pelo grupo.
Após comunicar o estupro, a menor foi levada a um hospital, onde recebeu tratamento preventivo contra infecções sexualmente transmissíveis. A jovem também foi submetida a um exame de corpo de delito, que constatou o estupro e também agressões, que deixaram hematomas no corpo dela.
Pressão e ameaças
Em entrevista concedida à "TV Alterosa", a mãe da vítima relatou ter sido pressionada por familiares dos autores da violência sexual. Muito abalada, a mulher relatou que familiares dos autores compareceram à porta do hospital para pressioná-la, junto com a filha. "Uma delas (das mães dos menores), que é advogada, praticamente disse que não iria dar em nada, porque são adolescentes", relatou.
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Muito abalada, a mãe da vítima chegou a se emocionar durante a entrevista. "Para uma mãe, ver um negócio desses, é muito triste", lamentou. "A gente sabe que a sequela é para o resto da vida", acrescentou.
