Uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias foi alvo, nesta quinta-feira (11/6), da Operação 9º Círculo, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio do Grupo de Combate às Organizações Criminosas (GCOC) da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
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Ao todo, a 5ª Vara de Tóxicos, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores de Belo Horizonte expediu 14 mandados de prisão preventiva e 23 mandados de busca e apreensão. A Justiça determinou ainda o bloqueio de bens e valores de até R$ 10 milhões e o sequestro de veículos vinculados aos investigados, com o objetivo de reparar os prejuízos causados às vítimas.
De acordo com as investigações, o grupo atuava na Região Metropolitana de Belo Horizonte e tinha ramificações em Sete Lagoas e em outros estados. A quebra de sigilo bancário revelou que os suspeitos realizaram movimentações financeiras superiores a R$ 21,9 milhões, distribuídas em mais de 87 mil transações desde 2023.
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A investigação identificou ainda que a organização atuava em núcleos, com divisão hierárquica de tarefas. A principal técnica, conhecida como “cesárea”, consistia no recrutamento de entregadores responsáveis pela distribuição de cartões bancários que, antes de entregá-los aos clientes, repassavam as encomendas a outros integrantes, que substituíam os chips legítimos por similares adulterados e relacravam os envelopes.
Com os chips e os dados das vítimas em mãos — obtidos por meio de engenharia social e pelo fornecimento de senhas por integrantes especializados —, o grupo realizava transações fraudulentas em maquinetas de cartão registradas em nome de terceiros. Requisições às instituições financeiras identificaram 1.289 cartões adulterados, todos associados a entregas sob a responsabilidade de empresas de logística.
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Paralelamente, a organização também mantinha uma segunda frente de atuação: a abertura fraudulenta de contas bancárias com documentos falsificados em nome de terceiros — principalmente idosos e aposentados — para a contratação irregular de empréstimos e a obtenção de cartões de crédito. Essa vertente contava com a participação de um funcionário bancário.
