Operação Último Disparo investiga comércio ilegal de armas na Grande BH
Investigação da Polícia Civil identificou grupo que atuava em Contagem, Betim e Ribeirão das Neves; duas pessoas foram presas em flagrante
compartilhe
SIGA
A Operação Último Disparo foi deflagrada pela Polícia Civil (PCMG) na manhã desta quinta-feira (11/6), com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida no comércio ilegal de armas de fogo e no tráfico de drogas na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ação foi realizada em Contagem, Betim e Ribeirão das Neves, resultando no cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão, duas prisões em flagrante e na apreensão de armas, munições, drogas, dinheiro em espécie e equipamentos utilizados pela organização.
Coordenada pela 2ª Delegacia de Polícia Civil de Contagem, a operação é resultado de uma investigação iniciada há cerca de um ano, após a prisão em flagrante de um suspeito por porte ilegal de arma de fogo. Segundo a corporação, o mesmo investigado voltou a ser preso posteriormente, em Betim, pelo mesmo crime, o que motivou o aprofundamento das apurações.
Ao longo das investigações, os policiais identificaram outros 11 integrantes ligados ao esquema criminoso. A partir dos levantamentos, a corporação solicitou medidas cautelares à Justiça, que foram cumpridas nesta quinta-feira.
As duas prisões em flagrante ocorreram no Bairro Parque São João, em Contagem. Um dos detidos foi autuado por tráfico de drogas. O outro, apontado como peça estratégica da organização, foi preso por posse e comércio ilegal de armas de fogo.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito atuava como armeiro do grupo criminoso, fazendo manutenção, adaptações e reparos dos materiais utilizados por integrantes da organização. Durante as buscas, foram encontradas armas curtas e longas, grande quantidade de munições, coldres, ferramentas especializadas e peças utilizadas para a fabricação artesanal de armas.
Leia Mais
As investigações apontam ainda que o homem tinha conhecimento técnico suficiente para modificar armamentos comerciais, de forma a aumentar seu poder de fogo. Entre as evidências recolhidas estão componentes utilizados para adaptar armas para disparos em rajada, prática frequentemente associada a organizações criminosas.
O investigado também seria responsável por fornecer essas mercadorias para criminosos da região e por monitorar a movimentação policial. Um radiocomunicador foi apreendido durante a operação. Segundo os investigadores, o equipamento era usado para alertar integrantes do grupo sobre a presença das forças de segurança e facilitar fugas durante ações policiais.
A Polícia Civil informou ainda que a organização mantinha barricadas em algumas áreas para dificultar o acesso das equipes. Em determinados pontos, os profissionais precisaram remover obstáculos para cumprir os mandados judiciais.
As buscas foram realizadas nos Bairros Parque São João e Água Branca, em Contagem, além do Bairro Duque de Caxias, em Betim, e em endereços de Ribeirão das Neves.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Segundo a Polícia Civil, muitos dos investigados têm antecedentes por tráfico de drogas e por porte ilegal de arma de fogo. A corporação informou que as apurações continuam para identificar possíveis ligações do grupo com facções criminosas que atuam em Minas Gerais.