Apesar de um incêndio destruir 27 ônibus na garagem da Viação Anchieta, na tarde desse domingo (7/6), no Bairro Dom Cabral, na Região Noroeste de Belo Horizonte, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) confirmou que as viagens desta segunda-feira (8/6) foram realizadas sem impactos para os passageiros.

"Os consórcios responsáveis pela operação do sistema de transporte coletivo de Belo Horizonte disponibilizaram os veículos necessários para garantir a continuidade do atendimento nas linhas operadas pela empresa", disse a PBH em nota.

A prefeitura também destacou que equipes da Superintendência de Mobilidade do Município (Sumob), em conjunto com o Consórcio Dom Pedro II e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH), seguem realizando ajustes necessários para assegurar a prestação do serviço e minimizar eventuais impactos aos passageiros.

Nesta manhã, a Viação Anchieta comunicou, por meio de nota, que a empresa apura fatos relacionados ao incidente.

Na noite desse domingo, a Prefeitura de BH deslocou equipes da Superintendência de Mobilidade do Município (Sumob) para avaliar os possíveis impactos na operação do transporte coletivo e frisou que o sistema de transporte coletivo da capital opera em modelo consorciado.

"Assim, compete ao consórcio operador, representado pelo SetraBH, garantir o cumprimento do quadro de horários e a regularidade da operação. O consórcio deve utilizar a frota reserva e promover o remanejamento de veículos entre as empresas sempre que necessário, para assegurar o atendimento aos usuários", destacou a PBH.

O incêndio

Informações iniciais apontam que o incêndio começou em um lote vago e passou para a garagem de ônibus. Ao menos cinco viaturas do Corpo de Bombeiros (CBMMG) foram deslocadas para combater as chamas. De acordo com os militares, 27 ônibus foram queimados.

Não há registro de vítimas. Três funcionários - um segurança, um mecânico e um eletricista - estavam na garagem quando o incêndio começou.

A intensa fumaça pôde ser vista de vários pontos da cidade, gerando preocupação entre motoristas e moradores que passavam pela região.

O tenente-coronel Marcos Viana, do Corpo de Bombeiros, disse que o incêndio na garagem de ônibus exigiu atuação coordenada das equipes da corporação, diante da intensidade das chamas e do risco de explosões, especialmente pela presença de um posto de combustível no local.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou no domingo uma coleta de vestígios e informações preliminares para subsidiar os trabalhos.

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"A investigação tramita com o Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Meio Ambiente (DEMA), que segue realizando todas as diligências necessárias à elucidação do caso e, até o momento, não descarta nenhuma linha investigativa", destacou a PCMG.

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