Animais do Zoológico de BH ganham menu especial de Dia dos Namorados
Quatro casais, de quatro espécies, foram escolhidos para uma programação especial nesta sexta-feira (12/6)
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O Zoológico de Belo Horizonte preparou uma programação especial para o Dia dos Namorados. A comemoração não é para os visitantes, mas, sim, aos animais. Quatro casais, de quatro espécies, foram escolhidos para um menu especial nesta sexta-feira (12/6).
Os escolhidos para receber os presentes culinários são: arara-azul-grande, gorila, sauim-de-coleira e jacaré-de-papo-amarelo.
O cardápio especial conta com itens que fazem parte da dieta regular desses animais e são ofertados em formatos especiais, do lado de fora do local, para que os visitantes possam ver.
A programação começa às 14h e vai até as 15h30, com 30 minutos a cada encontro romântico. Apesar do horário marcado, o zoológico recomenda que os visitantes cheguem com antecedência para não perder o momento. Também é exigido silêncio das pessoas para que seja uma boa experiência de observação.
Confira os horários da programação
- 14h: jacaré-de-papo-amarelo
- 14h30: sauim-de-coleira
- 15h: gorilas
- 15h30: arara-azul-grande
Araras apaixonadas
As araras se destacam entre os casais de animais, pois são uma espécie que faz parte de uma família de maioria monogâmica. Além disso, tendem a passar toda sua vida juntos. Eles vivem uma média de 50 anos e podem chegar, em alguns casos, a 80 anos de idade.
O "até que a morte os separe", nesse caso, é um desafio para preservação da espécie sob cuidados humanos. Os que estão no zoológico são, em sua maioria, de resgate – de tráfico de animais silvestres ou de condições climáticas adversas, como desmatamentos, queimadas e acidentes estruturais. Essas condições impedem os animais de voltar para a natureza e deixam as araras "viúvas" dos parceiros, que muitas vezes não são resgatados juntos.
Apesar disso, o Zoo de BH relata que teve sucesso em arrumar novos parceiros para animais que um dia tiveram outro companheiro, tanto na natureza quanto em outra instituição.
Atualmente, existem cerca de 2 mil aves dessa espécie em vida livre. Das seis que hoje estão em BH, metade possui deficiências decorrentes do comércio ilegal. A readaptação delas já ocorreu, e todas possuem um novo par.
"A manutenção do bem-estar animal é uma das condições básicas para garantir que espécies possam se reproduzir sob cuidados humanos. A atuação do Zoo de BH nos planos de ação nacionais para a conservação de espécies e nosso sucesso reprodutivo reforçam o acerto na escolhas, a expertise de nossa equipe técnica e nosso propósito, que é contribuir para a preservação da biodiversidade", destaca Sandra Cunha, bióloga, gerente do Jardim Zoológico de BH e diretora de Zoobotânica da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica.
O primeiro casal dessas araras, Elisa e Franklin, vivia na Fundação Lymington, na Espanha. Em 1998, por questões técnicas, Franklin foi transferido para o Jardim Zoológico de São Paulo, e, em 2000, Elisa chegou à capital mineira.
Depois de muito tempo separados, em 2015, em uma medida realizada para manejo social e reprodutivo de araras no Zoológico de São Paulo, eles se reencontraram e passaram a viver juntos. As aves escolheram uma à outra, depois de 15 anos separados, mesmo no meio de mais de 50 outras araras-azuis.
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*Estagiário sob supervisão do subeditor Thiago Prata