VEÍCULOS SEM SEGURO

BH: sindicato estima prejuízo de R$ 21 milhões após incêndio em 27 ônibus

Veículos destruídos pelo fogo foram fabricados em 2024 e 2025, e não possuíam cobertura de seguro, segundo informou o Setra-BH

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O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH) informou nesta segunda-feira (8/6) que o incêndio que destruiu 27 ônibus na garagem da Viação Anchieta, na tarde de domingo (7/6), no Bairro Dom Cabral, na Região Noroeste da capital, causou um prejuízo de aproximadamente R$ 21 milhões. O montante considera ainda danos parciais em outros cinco ônibus, segundo a entidade. 

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Conforme o sindicato, os 27 veículos destruídos pelo fogo foram fabricados em 2024 e 2025, e não possuíam cobertura de seguro. "As apólices disponíveis e contratadas pelas empresas do setor restringem-se à cobertura de danos contra terceiros, incluindo acidentes e danos pessoais", declarou o Setra-BH. 

Apesar da destruição completa dos ônibus, os consórcios responsáveis pela operação do sistema de transporte coletivo disponibilizaram os veículos necessários para garantir a continuidade do atendimento nas linhas operadas pela empresa nesta segunda-feira, conforme informado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH)

Nesse sentido, o Setra-BH declarou que "adotou as medidas necessárias para a recomposição da frota". "A operação foi normalizada com a introdução de veículos seminovos, fabricados entre 2020 e 2022, garantindo a manutenção da regularidade da prestação do serviço de transporte público à população", disse em nota. 

O incêndio

Informações iniciais apontam que o incêndio começou em um lote vago e passou para a garagem de ônibus. Ao menos cinco viaturas do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) foram deslocadas para combater as chamas. 

Não há registro de vítimas. Três funcionários – um segurança, um mecânico e um eletricista – estavam na garagem quando o incêndio começou.

A intensa fumaça pôde ser vista de vários pontos da cidade, gerando preocupação entre motoristas e moradores que passavam pela região.

O tenente-coronel Marcos Viana, do Corpo de Bombeiros, disse que o incêndio na garagem de ônibus exigiu atuação coordenada das equipes da corporação, diante da intensidade das chamas e do risco de explosões, especialmente pela presença de um posto de combustível no local.

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"A investigação tramita com o Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), que segue realizando todas as diligências necessárias à elucidação do caso e, até o momento, não descarta nenhuma linha investigativa", informou em nota a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). 

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