Táxis serão limitados de transitar na pista do MOVE em BH
A medida foi oficializada no Diário Oficial Municipal (DOM) nessa terça-feira (3/6) e atinge cidades da Grande BH
compartilhe
SIGA
Nova portaria da BHTrans limita o tráfego de táxis nas faixas exclusivas de ônibus e faixas do MOVE em Belo Horizonte. A medida foi oficializada no Diário Oficial do Município (DOM) nessa terça-feira (2/6), como Portaria Conjunta SUMOB/BHTRANS N°004/2026.
Parte dos táxis que circulam em Belo Horizonte não poderá mais trafegar pelas pistas exclusivas do Move e pelas faixas destinadas aos ônibus da capital.
A nova medida determina que táxis que não têm convênio com a Superintendência de Mobilidade (SUMOB) em BH não podem transitar mais pelas faixas exclusivas para ônibus na capital. Não são afetados os motoristas de municípios que já têm convênio com a cidade. São eles: Contagem, Ibirité, Sabará, Ribeirão das Neves e Esmeraldas.
Os táxis de outros municípios têm até 60 dias para realizar a regulamentação para continuar transitando nessas faixas.
O presidente do Sindicato dos Taxistas de Minas Gerais (Sincavir), João Paulo de Castro, declarou que neste momento, o sindicato está aberto para realizar as orientações e articulações entre o transporte de BH e as outras cidades para credenciamento. “O sindicato está no papel de intermediador querendo criar aí um diálogo para que aconteça uma negociação com as praças que queiram integrar com Belo Horizonte”, afirmou.
Leia Mais
A PBH disse que as novas regras atendem a uma recomendação do Ministério Público de Minas Gerais, expedida em março deste ano, que orientou a restrição do tráfego nas vias exclusivas aos táxis integrantes do sistema municipal de Belo Horizonte e aos veículos vinculados a municípios conveniados.
O presidente do Sincavir destacou que a medida foi recomendada pelo MPMG devido ao excesso de carros nas pistas do MOVE.
Ele também relevou que Confins, Lagoa Santa e Santa Luzia são municípios que já procuraram o Sincavir para realizar a regularização do convênio com a cidade.
O Estado de Minas entrou em contato com o MPMG para entender os motivos da recomendação e até o momento de publicação não obteve resposta.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
*Estagiário sob supervisão da subeditora Juliana Lima