Belo Horizonte aparece entre as capitais brasileiras com maior proporção de homicídios ocultos do país – aqueles que não têm uma causa definida ou a certeza sobre quem cometeu o crime. Dados do Atlas da Violência 2026 mostram que 65,2% dos assassinatos estimados na capital mineira em 2024 não foram oficialmente classificados como homicídio.

O Atlas é elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O estudo usa técnicas estatísticas e inteligência artificial para reclassificar as mortes violentas registradas com causa indeterminada.

O que os números mostram em BH

Estes são os números de homicídios segundo o levantamento:

  • Registrados oficialmente: 235;
  • Ocultos estimados: 441;
  • Estimados totais: 676.

Com isso, Belo Horizonte aparece como a 2ª capital brasileira com maior proporção de homicídios ocultos, ficando atrás apenas de São Paulo, que teve uma taxa de 84% nesse parâmetro. A capital mineira também é a 9ª entre as capitais com o maior número absoluto de homicídios estimados.


As 10 capitais com os maiores números de homicídios estimados são:
  1. Salvador: 1.490;
  2. Rio de Janeiro: 1.277;
  3. Fortaleza: 1.019;
  4. Recife: 915;
  5. Belém: 822;
  6. Manaus: 813;
  7. São Paulo: 798;
  8. Maceió: 696;
  9. Belo Horizonte: 676;
  10. João Pessoa: 540;


Os pesquisadores alertam que a subnotificação dificulta diagnósticos precisos da violência urbana e pode mascarar tendências reais de crescimento dos assassinatos no país.

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*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima 

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