ACIDENTE FATAL

Acidente na BR-251: vítimas carbonizadas serão identificadas em BH por DNA

Investigação deve ser concluída em até 30 dias. Corpos carbonizados foram levados para Belo Horizonte para identificação por DNA e exames odontológicos

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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou nesta segunda-feira (25/5) que ainda não é possível apontar a dinâmica exata do acidente entre um ônibus e uma carreta ocorrido na BR-251, em Santa Cruz de Salinas, no Norte de Minas, que deixou oito mortos e pelo menos dez feridos.

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Segundo os investigadores, a conclusão dependerá dos laudos periciais produzidos a partir das marcas de frenagem, posição final dos veículos, danos estruturais e demais vestígios encontrados na pista. Os corpos das vítimas, que ficaram carbonizados após o incêndio provocado pela colisão, foram encaminhados para Belo Horizonte, onde passarão por exames de identificação genética e odontológica.

Durante coletiva no município de Taiobeiras, também no Norte de Minas, a corporação afirmou que os dois veículos seguiam em sentidos opostos quando ocorreu a batida. Apesar de relatos iniciais indicarem uma colisão frontal, os investigadores trabalham com a possibilidade de que um dos motoristas tenha tentado desviar para evitar o impacto direto, o que será confirmado apenas após a finalização do laudo técnico.

"O que nós temos até o momento são dois veículos em sentidos opostos que acabaram colidindo. Ainda não podemos afirmar a dinâmica exata do acidente", afirmou o delegado regional Douglas Ferraz.

A investigação tem prazo inicial de 30 dias para ser concluída, mas o caso recebeu prioridade devido à gravidade e à repercussão. A polícia informou que testemunhas e sobreviventes serão ouvidos nos próximos dias para ajudar na reconstrução do acidente.

O perito criminal Braulio Marconi de Castro, chefe da seção técnica de criminalística de Teófilo Otoni, explicou que a perícia recolheu dados importantes no local, incluindo marcas de frenagem, posição dos veículos e orientação dos danos causados pela batida.

"Esse estudo integrado permitirá que a perícia criminal aponte a causa do acidente de forma técnica e cientificamente embasada", destacou.

Identificação das vítimas

O médico-legista Thiago Nobre informou que o estado de carbonização dos corpos dificulta o reconhecimento imediato das vítimas. Por isso, os restos mortais foram levados para o setor de antropologia da medicina legal, em Belo Horizonte.

Os exames incluem coleta de DNA para comparação com familiares de primeiro grau e análises odontológicas, como comparação entre radiografias feitas em vida e exames pós-morte.

A Polícia Civil orientou familiares das vítimas a procurarem qualquer posto de perícia do país para fornecer material genético e documentos que auxiliem na identificação. Segundo os investigadores, um canal específico será disponibilizado para o envio dessas informações.

Feridos receberam alta parcial

A polícia também atualizou o estado de saúde dos sobreviventes. Um casal de idosos de Salvador, atendido no Hospital de Taiobeiras, recebeu alta ainda no domingo (24/5) e está recebendo apoio para retornar à Bahia. O motorista do ônibus sofreu ferimentos e suspeita de fratura na perna, mas também deverá ser liberado após avaliação médica.

Outros seis feridos foram encaminhados para hospitais da Região de Pedra Azul, no Vale do Jequitinhonha. Quatro passageiros já receberam alta, enquanto um passageiro permanece internado em observação. O motorista da carreta também segue hospitalizado com fratura na perna.

O acidente ocorreu na madrugada de domingo (24/5), por volta das 4h30, no km 234 da BR-251. O ônibus saiu de São Bernardo do Campo, em São Paulo, com destino a Aracaju, em Sergipe. Já a carreta, carregada com sucata e peças automotivas, fazia o trajeto entre Fortaleza e Piracicaba. Após a colisão, os veículos pegaram fogo. Todas as vítimas fatais estavam no ônibus.

Posicionamento da Andreatur

Em nota, a Andreatur, empresa de ônibus do transporte envolvido no acidente, lamentou o acidente e afirmou estar prestando assistência às vítimas e familiares. Além disso, informou que acionou a seguradora logo após o ocorrido.

Segundo a empresa, uma assessoria médica já acompanha o atendimento aos passageiros feridos. A Andreatur também declarou que disponibilizará suporte técnico e jurídico para auxiliar nos trâmites relacionados ao seguro.

Ela ressaltou que ainda não é possível determinar as causas do acidente, mas afirmou que trabalha para identificar as circunstâncias da ocorrência e divulgar as informações assim que possível.

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Gabriel Felice

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