O professor de dança de 55 anos, que havia sido preso em flagrante sob a suspeita de enviar fotos íntimas e mensagens de conotação sexual para um aluno de 13 anos, obteve a liberdade provisória na Justiça de Minas Gerais. A soltura aconteceu nesta segunda-feira (25/5), após o investigado passar por audiência de custódia, onde foram determinadas medidas cautelares.
No mesmo dia, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) de Belo Horizonte confirmou a rescisão imediata do contrato de trabalho do suspeito. O homem atuava como monitor do programa Escola Integrada na Escola Municipal Zilda Arns, localizada no Bairro Piratininga, na região de Venda Nova. Em nota oficial, o órgão municipal informou que está prestando assistência integral ao estudante e à sua família.
De acordo com informações da Polícia Militar, o caso começou a ser descoberto na sexta-feira (22/5), quando a mãe do adolescente, de 30 anos, flagrou conversas de cunho sexual entre o filho e o educador.
Ao analisar o conteúdo das mensagens, a responsável constatou que o material incluía: fotos íntimas do próprio professor; elogios de conotação sexual direcionados ao adolescente e a colegas de classe e questionamentos sobre a intimidade do estudante.
Diante da situação, a mãe decidiu simular que era o filho nas mensagens. Ela marcou um encontro com o suspeito próximo à residência da família, em uma padaria, e acionou a Polícia Militar.
O professor aceitou o convite, mas enviou um motorista de aplicativo ao ponto combinado. Ao estacionar em frente ao estabelecimento, o condutor despertou a desconfiança dos militares ao olhar para o interior da padaria e piscar os olhos, fazendo uma espécie de sinal.
Abordado, o motorista alegou que não tinha envolvimento com o crime e que realizava apenas uma corrida de trabalho. Ele colaborou com os policiais e apresentou as mensagens trocadas com o suspeito, nas quais o professor solicitava que o condutor fosse ao local "buscar o sobrinho dele". O motorista foi liberado e assumiu o compromisso de prestar depoimentos futuros.
A polícia deslocou-se até o endereço final da corrida e localizou o suspeito em frente à sua casa. Ao notar a aproximação da viatura, o homem tentou retornar para o imóvel, mas foi abordado e preso pelos militares. O investigado acionou três advogados para acompanhar os procedimentos legais.
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Abalado psicologicamente e constrangido com a situação, o adolescente não compareceu à delegacia; apenas a mãe, como responsável legal, apresentou-se para registrar a ocorrência.
