Uma ocorrência de suposta injúria racial envolvendo uma estudante de 11 anos e a mãe de outra aluna foi registrada pela Polícia Militar na tarde de ontem, em Arinos, no Noroeste de Minas Gerais. Segundo o boletim de ocorrência, o caso aconteceu nas dependências da Escola Estadual Professor Benevides, no bairro Jardim Paulista, e teria sido motivado por conflitos anteriores entre as famílias das estudantes.

De acordo com o registro policial, a mãe da criança acionou a PM relatando que sua filha, de 11 anos, teria sido ofendida com expressões de cunho racista por outra mãe, de 26 anos.

Conforme o relato apresentado à polícia, ela teria se aproximado da estudante em um local sem monitoramento por câmeras dentro da escola e proferido ofensas como: "sua esquisita, gorda, nega preta" e "essas nega preta não valem nada". O boletim aponta ainda que a menor confirmou aos policiais as declarações atribuídas à mulher.

Ainda segundo a ocorrência, a família da vítima informou que há algum tempo vêm ocorrendo desentendimentos entre as duas famílias, em razão de conflitos envolvendo as filhas de ambas, que estudam na mesma turma.

Durante o atendimento, os militares se deslocaram até a residência da suposta agressora, que apresentou outra versão para os fatos. Ela afirmou que esteve na escola por volta das 13h para solicitar à direção a transferência de sala de sua filha, também de 11 anos.

Segundo a outra mãe, a menina estaria sendo alvo constante de provocações praticadas pela vítima e outros colegas. Entre as frases citadas por ela estariam ofensas direcionadas à sua família, como: "pelo menos minha mãe não é rapariga, vagabunda e não é varredora de rua".

A mulher relatou ainda que chegou a conversar com a menina na escola apenas para adverti-la a não agredir sua filha, após tomar conhecimento de supostas publicações em redes sociais que indicariam intenção de agressão contra sua filha. Ela negou, no entanto, ter feito qualquer comentário racista ou ofensivo à estudante.

A Polícia Militar informou no boletim que não houve situação de flagrante delito no momento da ocorrência. As partes foram orientadas a procurar a Polícia Civil para as providências cabíveis e a preservar possíveis provas, como mensagens, imagens, testemunhas e publicações em redes sociais relacionadas ao caso.

A ocorrência foi registrada como injúria racial consumada e encaminhada à Delegacia de Polícia Civil de Arinos, que deverá apurar os fatos.

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Estagiária sob supervisão da editora Vera Schmitz

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