Motociclistas representam 70% dos atendimentos por acidentes de trânsito no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Até abril deste ano, das 3,4 mil vítimas atendidas na unidade, 2,3 mil eram motociclistas. A maioria é formada por homens entre 19 e 39 anos.
A preocupação também atinge os mais jovens. No ano passado, 595 pessoas entre 11 e 19 anos deram entrada no pronto-socorro como condutores de motos envolvidos em acidentes.
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Segundo a instituição, muitos acidentes ocorrem quando motociclistas trafegam pelos “corredores” entre os carros, áreas de difícil visualização para outros veículos, especialmente ônibus.
Dados do Observatório de Segurança Pública de Minas Gerais apontam que, nos quatro primeiros meses de 2026, foram registradas 14,6 mil colisões com vítimas envolvendo motos, número ligeiramente inferior ao mesmo período do ano anterior (14,8 mil). No total, Minas Gerais registrou 47,8 mil acidentes com vítimas em 2025.
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“Trata-se, em grande parte, de pessoas em plena idade produtiva, que utilizam a motocicleta diariamente como ferramenta de trabalho, especialmente em atividades como entregas e deslocamentos urbanos”, contou Rodrigo Muzzi, diretor de urgência do Complexo Hospitalar de Urgência (CHU).
Ele destaca que a rotina acelerada acaba impondo uma corrida contra o tempo, o que aumenta os riscos. Segundo Muzzi, o número de acidentes com motos, três vezes maior do que com carros, evidencia a vulnerabilidade desse grupo.
O diretor explica que fatores como velocidade, forma da queda e uso de equipamentos de segurança influenciam diretamente na gravidade dos ferimentos.
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Por isso, neste ano, a campanha Maio Amarelo, realizada pelo hospital para conscientização no trânsito, tem focado nos motociclistas.
