Davi, Murici e Mambaí foram os nomes escolhidos para os três filhotes de onça-pintada flagrados pelas câmeras da organização Onçafari, do Parque Nacional Grande Sertão Veredas, na Chapada Gaúcha, Norte de Minas.
Os quase 1,5 mil votantes de todo Brasil, e até de outros países, tiveram a difícil missão de escolher entre nove nomes que homenageiam a fauna, a flora e a cultura do cerrado brasileiro.
As opções eram:
Filhote 1: Baru, Mangaba, Pequi ou Davi
Filhote 2: Murici, Jaguarandi, Bugre ou Jaborandi
Filhote 3: Kutúk, Mambaí, Urucuia ou Kokwã
O vídeo dos trigêmeos foi feito no ano passado e, segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), foi um marco científico, pois é a primeira ninhada contendo três filhotinhos de onça-pintada documentada naquela área.
A mãe deles também é monitorada desde que nasceu, em 2019.
A ação faz parte do projeto ‘Onças: Guardiãs do Grande Sertão Veredas’, apoiada pelo MPMG por meio da Plataforma Semente, que monitora projetos socioambientais, com recursos de medidas compensatórias para a conservação do meio ambiente.
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Cuidado
As onças-pintadas que vivem no lado mineiro do parque – localizado entre Minas e Bahia – vêm sendo monitoradas há dois anos por uma equipe da Onçafari. Inclusive as de pelagem preta, popularmente conhecidas como panteras-negras.
O lugar, com uma área de cerca de 93 mil hectares, possui várias “armadilhas fotográficas” que disparam automaticamente ao detectar movimentos.
Na área pertencente a Minas, as imagens já flagraram 27 delas, sendo seis de pelagem negra. Na Bahia, foram 23. Segundo o MPMG, a região é uma das que mais possui panteras-negras no mundo.
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O coordenador do projeto, Eduardo Fragoso, contou que ainda que não possamos ver a olho nu, as pintas tradicionais ficam abaixo da pelagem escura.
