A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) dá sequência à investigação sobre as causas e circunstâncias do acidente com o avião de pequeno porte, o monomotor prefixo PT-EYT, que bateu em um prédio e caiu no Bairro Silveira, na região Nordeste de Belo Horizonte. Nesta segunda-feira (11/5), quando completou uma semana do desastre, a delegada Andréa Pochmann, da 1ª Delegacia de Polícia Civil Leste da capital, responsável pela investigação, ouviu testemunhas de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, de onde partiu a aeronave, tendo como destino São Paulo, com parada no Aeroporto da Pampulha, em BH.

Conforme apurou a reportagem, o objetivo da investigação é levantar se o avião apresentou algum problema na cidade do Vale do Mucuri antes da decolagem. “Aqui em Teófilo Otoni não aconteceu nada de anormal. Não houve nenhuma intercorrência, pelo menos segundo o relato de quem estava trabalhando ou fazendo outra coisa no aeroporto”, revelou um morador, que consta como uma das testemunhas no processo de investigação do acidente aéreo.

O desastre com o monomotor é apurado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Uma das questões averiguadas envolve a propriedade da aeronave. Nos registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) consta como proprietário Flávio Loureiro Salgueiro. Ainda de acordo com esses documentos, a operadora é a empresa Inet Telecomunicações, do ramo de internet, de Teófilo Otoni.

Porém, o monomotor tinha sido vendido recentemente para o empresário Leonardo Berganholi Martins, de 50 anos, que morreu no acidente. A informação foi revelada ao Estado de Minas pelo advogado Rodolpho Pandolfi Damico, especialista em Direito Aeronáutico, que defende a Inet.

Conforme levantou a reportagem, nas diligências e na coleta de oitivas em Teófilo Otoni, a delegada deve reunir informações sobre o histórico e a rotina de voo do piloto Wellington de Oliveira Pereira, de 36 anos, que morreu no acidente em Belo Horizonte. O piloto morava em Vitória da Conquista (BA). Na véspera do desastre aéreo, ele dormiu em um hotel na cidade do Vale do Mucuri.

Como foi o acidente?

O avião prefixo PT-EYT saiu de Teófilo Otoni, na manhã de segunda-feira, com destino a São Paulo, e fez uma parada no aeroporto da Pampulha, em BH, para o desembarque de dois passageiros, e decolou novamente. Poucos minutos depois, às 12h16, o monomotor colidiu contra um prédio de três andares na Rua Ilacir Pereira Lima, no Bairro Silveira, em frente a um supermercado.

Além do piloto e do empresário Leonardo Berganholi Martins, morreu no acidente o médico veterinário Fernando Moreira Souto, de 35 anos. Ficaram feridos os passageiros Arthur Shaper Berganholi, de 25 anos, filho de Leonardo, e Hemerson Cleiton Almeida Souza, de 52, que trabalhava como gerente financeiro da empresa de revenda de veículos do empresário.

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Estado de saúde das vítimas

 O gerente financeiro Hemerson Cleiton, que ficou ferido gravemente, continua internado no Hospital João XXIII, mas nesta segunda-feira apresentou melhora, deixando de ser entubado. Ele sente dores na coluna e nas costelas, nas quais sofreu fraturas, e ainda tem infecção. Mas já recuperou os sentidos e fala, com melhoria neurológica, informou um amigo da família.

Já o jovem Arthur Shaper Berganholi, nesta segunda-feira, foi transferido do João XXIII para o Hospital Madre Teresa, no Bairro Gutierrez, em BH, para ser submetido a cirurgia no pé esquerdo, que sofreu várias fraturas.

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