O funeral de Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos, piloto da aeronave que caiu no Bairro Silveira, na região Nordeste de Belo Horizonte, ocorrerá nesta quarta-feira (6/5), na cidade de Munhoz de Melo, no Paraná. O velório começará às 11h, enquanto o sepultamento está marcado para as 17h, no cemitério do município. 

Wellinton era natural de Colorado, cidade a cerca de 54 quilômetros de distância de Munhoz de Melo, na mesma região do Paraná. Ele morreu nessa segunda-feira (4/5), ainda no local da queda, em decorrência do impacto da aeronave, um monomotor EMB-721C, fabricado em 1979, contra um prédio residencial.

Além do piloto, dois passageiros da aeronave perderam a vida no acidente. Fernando Moreira Souto, de 36 anos, também morreu no local. Ele é filho de Nilo Souto, prefeito de Jequitinhonha, cidade onde ocorreu o enterro nesta terça-feira (5/5). Já o empresário Leonardo Berganholi Martins, de 50 anos, chegou a ser resgatado com vida, mas morreu no Hospital João XXIII. O corpo dele foi velado nesta terça.

Os outros dois ocupantes do monomotor ficaram feridos e estão internados no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Hemerson Cleiton Almeida Souza, de 53 anos, fraturou as duas pernas, passou por cirurgia de abertura do abdômen para controlar um sangramento na região e está no CTI. Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos e filho de Leonardo Berganholi Martins, vítima fatal do acidente, tem um quadro mais estável. Ele foi submetido a exames e fraturou uma perna, mas segue no CTI.

Como ocorreu o acidente?

O avião havia partido de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, com destino a São Paulo (SP), quando fez uma parada programada na capital mineira, no Aeroporto da Pampulha, para o desembarque e embarque de passageiros. O acidente ocorreu poucos minutos após a decolagem, por volta das 12h16.

A aeronave permaneceu no ar por cerca de cinco minutos, em baixa altitude, antes de colidir contra o edifício, na Rua Ilacir Pereira Lima, em uma área urbana bastante povoada, cercada por prédios, comércios e instituições de ensino. Parte da fuselagem da aeronave ficou presa entre o segundo e o terceiro andar do imóvel, enquanto a cauda e outros destroços foram lançados para um estacionamento vizinho.

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Segundo dados da NAV Brasil, responsável pelo controle do espaço aéreo, o comandante chegou a emitir um alerta de emergência (mayday), relatando falhas críticas. Foi orientado o retorno imediato pela torre de controle, mas não houve resposta do piloto. Os últimos sinais mostram que ele tentou recuperar a altitude antes da queda.

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