Morte em parque: três são indiciados por tragédia em Itabirito (MG)
Investigação aponta falha estrutural em brinquedo que matou jovem no interior do estado
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Três pessoas foram indiciadas pela morte da cantora gospel Carolina Beatriz, de 21 anos, em um parque de diversão em Itabirito (MG), Região Central do estado, em 11 de abril deste ano.
Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que concluiu as investigações sobre o acidente, três pessoas foram indiciadas: o proprietário do parque, o operador do brinquedo e o responsável técnico pelo empreendimento.
Eles vão responder por homicídio doloso qualificado consumado pela morte da jovem, além de três tentativas de homicídio doloso qualificado contra as outras pessoas que estavam no brinquedo, na modalidade de dolo eventual e em concurso formal.
Investigação
As apurações foram conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil de Itabirito e tiveram como base laudos periciais, interrogatórios, análises documentais e outras provas técnicas.
De acordo com a investigação, o brinquedo apresentava uma falha estrutural progressiva, considerada preexistente, tecnicamente detectável e incompatível com condições seguras de funcionamento.
Segundo o delegado Marcelo Teotônio de Castro, o caso "não se tratou de mera fatalidade ou acidente imprevisível, mas de situação estruturalmente perigosa que poderia e deveria ter sido evitada”, afirmou.
Durante as investigações, a Polícia Civil também cumpriu mandado de busca e apreensão contra o engenheiro responsável pelo parque. Na ação, foram apreendidos celulares, computadores e documentos considerados relevantes para o inquérito.
A Justiça determinou ainda medidas cautelares contra o investigado, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. O inquérito já foi encaminhado ao Poder Judiciário.
Relembre o caso
O acidente aconteceu no parque itinerante Minas Center Park, instalado na área central de Itabirito. Segundo o Corpo de Bombeiros, Carolina estava no brinquedo conhecido como “minhocão” quando uma estrutura do equipamento teria se soltado, provocando a queda.
A jovem sofreu traumatismo craniano grave e parada cardiorrespiratória. Apesar das tentativas de reanimação, ela morreu no local.
Outras três pessoas da mesma família ficaram feridas. Na época, a defesa da família afirmou que o acidente indicava possível falha estrutural no brinquedo e questionou as condições de funcionamento do parque.
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O Minas Center Park informou, em nota, que lamentava o ocorrido, prestava apoio à família e seguia normas técnicas de manutenção e segurança dos equipamentos.