Moradores de cidade mineira recebem água no lugar de vacina contra a gripe
A Prefeitura de Bambuí informou que os pacientes vão receber o imunizante em casa e a funcionária responsável pela aplicação foi desligada das funções
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A Prefeitura de Bambuí, no Centro-Oeste de Minas, divulgou em suas redes sociais uma nota para informar que houve um erro durante a campanha de vacinação contra a gripe no município. Segundo a postagem, o problema ocorreu na segunda-feira (4/5), no Programa Saúde da Família (PSF) Aparecida dos Açudes com os pacientes acamados.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, alguns pacientes receberam água destilada no lugar do imunizante contra a influenza. A pasta garante que todas as providências já foram adotadas. “O mais importante neste momento é tranquilizar a população: Não há risco à saúde dos pacientes que receberam a aplicação de água destilada”, afirma o Executivo municipal.
Ainda segundo a nota, a água destilada é um produto estéril, utilizado na área da saúde para diluição e preparação de medicamentos e vacinas. “Ela não contém substâncias tóxicas ou prejudiciais ao organismo. Ou seja: os pacientes não receberam medicamento errado ou substância perigosa. O que ocorreu foi a não aplicação da vacina da gripe”, diz outro trecho do comunicado.
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A prefeitura informou ainda que, assim que o fato foi identificado, a Secretaria de Saúde iniciou a apuração do ocorrido e tomou todas as medidas necessárias. A técnica de enfermagem responsável pela aplicação foi desligada das funções. Ela seria funcionária de uma empresa terceirizada, contratada pelo Executivo Municipal. Também foram adotadas medidas administrativas internas em relação à supervisão do serviço.
Todos os pacientes envolvidos no incidente estão sendo comunicados e devem receber a dose do imunizante em suas casas. A Secretaria de Saúde também informou que está reforçando os protocolos de conferência, armazenamento e aplicação de vacinas em toda a rede municipal.
“Sabemos da preocupação da população e compreendemos a gravidade do ocorrido. Por isso, estamos tratando a situação com total transparência, responsabilidade e rapidez. Reafirmamos nosso compromisso com a saúde pública, com a segurança dos pacientes e com o respeito à população”, conclui a prefeitura, em nota.
O Estado de Minas entrou em contato com a Prefeitura de Bambuí para saber quantos moradores teriam recebido a água destilada no lugar da vacina e se a conduta da funcionária seria fruto de um erro ou de uma vontade deliberada em não aplicar o imunizante. A prefeitura informou que 42 pacientes acamados receberam aplicação de água destilada, porém não disse nada a respeito da conduta da funcionária.
Como a vacina chega nas cidades
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a distribuição de vacinas no país é um processo logístico complexo e rigoroso. A pasta é responsável por coordenar o processo em parceria com os estados e municípios, visando o acesso igualitário dos imunizantes para a população. As doses são adquiridas de maneira centralizada, ficam armazenadas em temperaturas que podem chegar a -90°C e transportadas por via área e terrestre. Além disso, a pasta federal faz o monitoramento, em tempo real, da temperatura dos imunizantes, para garantir a qualidade até a aplicação nos postos de saúde.
Etapas e logística da distribuição:
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Aquisição e planejamento: o Ministério da Saúde avalia estoques e o cenário epidemiológico para definir as quantidades das doses que serão enviadas aos estados.
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Logística de frio (Rede de frio): as vacinas viajam em caminhões refrigerados e aviões. As temperaturas são monitoradas em tempo real, podendo chegar a valores extremamente baixos, cerca de -90°C, para certos imunizantes.
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Distribuição estadual (Seadin): núcleos estaduais, como a Célula Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi), preparam os lotes para os municípios com base em dados populacionais.
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Armazenamento local e aplicação: As doses chegam às salas de vacinação, onde são armazenadas em câmaras refrigeradas específicas antes de serem aplicadas na população. Essa logística detalhada garante que vacinas como BCG, Hepatite, Penta e outras disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) cheguem com segurança aos postos de vacinação em todo o país.
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Conforme o Sistema de Informação de Insumos Estratégicos (Sies) do Ministério da Saúde, até esta quinta-feira (7/5), foram distribuídas 281.207.270 de doses, em 2026, da vacina influenza trivalente no Brasil. Deste total, Minas Gerais recebeu 30.127.170 de doses.