A Justiça concedeu liberdade para o motorista que matou uma mulher após bater com seu carro contra a moto da vítima, em Uberlândia, Triângulo Mineiro. Em vídeo, o condutor admite ter bebido. Ele estava preso desde o dia da colisão.
A 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais concedeu parcialmente o habeas corpus em favor do condutor.
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A defesa alegou ausência de perícia técnica e apontou que a prisão preventiva teria sido decretada posteriormente sem mudança nos fatos e sob pressão social e midiática. Também destacou que o investigado é primário, tem bons antecedentes, residência fixa e trabalho lícito.
Na decisão, o relator, desembargador Maurício Pinto Ferreira, entendeu que, embora haja indícios de autoria e materialidade do crime, não ficaram demonstrados elementos concretos que justifiquem a manutenção da prisão preventiva. O magistrado ressaltou que a gravidade do crime, por si só, não é suficiente para manter a custódia.
Com isso, a Justiça determinou a revogação da prisão preventiva, substituindo-a por medidas cautelares, como comparecimento periódico em juízo, proibição de frequentar bares e eventos, restrição para deixar a comarca sem autorização e proibição de conduzir veículo durante o processo.
A decisão é liminar e ainda será analisada no mérito pelo colegiado.
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A batida
No dia 12 de abril, Ruth Jesuíno da Silva morreu e duas pessoas ficaram feridas depois que o motorista, alcoolizado e em alta velocidade, perdeu o controle da direção e bateu em um carro e uma moto. O condutor admitiu ter bebido em vídeo gravado por testemunhas. Ele teve que ser ajudado por bombeiros para não ser linchado e foi preso pela Polícia Militar (PM).
