O suplemento alimentar KS Detox teve suas vendas suspensas pelo Procon do Ministério Público de Minas Gerais (Procon-MPMG) nessa segunda-feira (27/4). Com base em estudos feitos pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) foi registrado muitas irregularidades referentes a composição do produto e a rotulagem, comprometendo o consumidor final. 

A venda foi suspensa em todos os fornecedores, inclusive em lojas digitais, para que seja realizada a correção do rótulo do produto. O caso também foi encaminhado à autoridade policial para apuração de eventual crime pela comercialização de produto com substâncias alergênicas não declaradas.

Fabricado pela AEG Produtos Naturais e distribuído pela KS Detox Comércio, o suplemento apresenta divergências e inconsistências nos dados da embalagem, o que configura  propaganda enganosa e não passa a informação adequada ao comprador. A investigação sobre o produto final e as informações do rótulo constatou:

  • Diferença entre o peso declarado no rótulo e o peso real das cápsulas; 

  • Presença de alimentos como milho, trigo, batata e café torrado e moído, não indicados no rótulo;

  • Destaque no rótulo para produtos como aspirulina e chia, ingredientes não predominantes no produto;

  • Tabela nutricional incompleta.

Os elementos visuais da embalagem também foram caracterizados pelo Procon como enganosos. Expressões presentes na embalagem como “100% natural”, “ingredientes naturais”, “rápida absorção”, “+efetiva”, “testado e aprovado” e “Detox” geram expectativas que não são correspondentes ao produto. A presença de ilustração de plantas, que não estão na composição, também desalinham a embalagem com o suplemento.

Uma das principais irregularidades, e uma das mais preocupantes, segundo o Procon, é a presença de glúten, mesmo o rótulo tendo escrito “não contém glúten”. Os relatórios mostraram a presença de trigo, o que expõe pessoas com restrições alimentares ou doença celíaca a risco potencial à saúde. Deixar de trazer advertências obrigatórias sobre a presença de alergênicos como trigo, centeio e cevada, descumpre as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Outras informações como o prazo de validade e o endereço do fabricante também aparecem incompletos na embalagem.  

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A reportagem do Estado de Minas entrou em contato com as empresas AEG Produtos Naturais e KS Detox Comércio para posicionamento sobre a suspensão mas até o momento de publicação não obteve resposta. 

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