Um caso de violência doméstica acabou com uma mulher grávida internada, um homem preso e um animal possivelmente abusado sexualmente e morto pela polícia, na madrugada deste sábado (18/4), em Patos de Minas, no Alto Paranaíba.
De acordo com o que foi relatado pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) em boletim de ocorrência, por volta das 3h, a corporação foi acionada para atender a um caso de violência doméstica no Bairro Nossa Senhora Aparecida.
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No local, uma mulher de 25 anos afirmou ter sido agredida pelo companheiro, de 23, mostrando marcas pelo corpo e um corte no couro cabeludo. Ela disse ainda que estava grávida de quatro meses e, por ser diabética, seria uma gestação de alto risco, motivo pelo qual não estaria mantendo relações sexuais com o marido.
O relacionamento deles não estaria bem, segundo ela, que acrescentou ainda que ele teria contraído doença sexualmente transmissível (DST) fora do relacionamento, o que reforçou a sua postura.
Ainda segundo o depoimento da mulher, nos últimos dias ela tinha notado que o cachorro pitbull da família apresentava comportamento estranho com o marido, cheirando e lambendo as partes íntimas dele.
Como a mulher afirma ter descoberto o abuso contra o cão?
Desconfiada, a mulher disse à polícia que fingiu ter ido visitar a mãe em um outro bairro, mas que voltou de surpresa, flagrando o marido na cama mantendo relações sexuais com o pitbull da casa.
Ela afirma que, ao confrontar o marido, ele se enfureceu e pegou uma barra de metal que usou para enforcá-la. No entanto, ela conseguiu se desvencilhar.
Quando a PMMG chegou à residência do casal, o suspeito e o cachorro não estavam mais lá. A mulher recebeu os primeiros cuidados do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e depois foi levada para o Hospital Regional de Patos de Minas, onde foi internada.
Já o suspeito foi localizado andando com o cachorro pelo passeio da Avenida Paranaíba, no mesmo bairro.
Os militares então se aproximaram e o abordaram, momento em que o homem teria liberado o cachorro e o instigado a atacar os militares.
Um sargento da PMMG então sacou sua arma de fogo e disparou contra o animal, que ao ser atingido morreu no local.
Ainda segundo os militares, o homem ofereceu resistência ao passar por revista, mantendo as mãos no bolso como se portasse algum objeto capaz de ser usado para agredir os militares.
Ele acabou dominado no chão e levado para a delegacia de plantão, onde negou os crimes e abusos, dizendo ter sido ele agredido, mostrando arranhões cicatrizados no pescoço, segundo a PM. O corpo do animal foi recolhido pela prefeitura.
Atos sexuais com animais são crimes enquadrados no Artigo 32 da Lei 9.605/98, que veda a prática de "atos de abuso, maus-tratos, ferimentos ou mutilações contra animais silvestres, domésticos ou domesticados".
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A pena é de detenção de três meses a um ano, além de multa. Há agravante para cães e gatos (Lei Sansão) com reclusão de 2 a 5 anos, multa e proibição da guarda. Se o ato resultar na morte do animal (como no caso mencionado, em decorrência do desenrolar da ocorrência), a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.
Canais de apoio e denúncia
- Polícia militar: disque 190 em casos de emergência e agressão imediata
- Central de atendimento à mulher: ligue 180 para orientações e denúncias de violência doméstica
- Delegacias especializadas: procure a unidade de atendimento à mulher mais próxima para registro de ocorrência
- Ministério público: formalize denúncias de crimes sexuais ou abusos de vulneráveis
Cronologia da ocorrência em Patos de Minas
- Acionamento da PM: registro de agressão grave no Bairro Nossa Senhora Aparecida
- Atendimento médico: socorro da gestante pelo Samu e internação hospitalar para monitoramento
- Perseguição do suspeito: localização do agressor com o animal na Avenida Paranaíba
- Resistência e ataque: disparo policial necessário após o cão ser instigado contra os agentes
- Prisão em flagrante: imobilização do homem e condução imediata à delegacia de plantão
