Um técnico de radiologia, de 46 anos, foi indiciado por crime contra a dignidade sexual de pelo menos cinco pacientes de uma clínica localizada em Itabira, na região Central do estado. O inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais revela que o suspeito filmava as mulheres durante exames em que precisavam se despir.  

Segundo a corporação, a primeira denúncia contra o técnico foi registrada pela equipe da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) em Itabira em novembro do ano passado. À época, uma mulher, de 28 anos, contou que, durante um exame radiológico admissional, identificou um celular oculto no bolso do jaleco do técnico responsável pelo procedimento. 

De acordo com a vítima, o aparelho estaria posicionado estrategicamente para registrar a nudez dela.

Durante as investigações, a Polícia Civil apreendeu o celular do suspeito e após perícia no dispositivo, identificou diversos arquivos audiovisuais. Segundo a corporação, as imagens mostravam o técnico preparando o equipamento para a filmagem ilícita antes da entrada das pacientes na sala.

"A conduta apurada revela um profundo desrespeito à autodeterminação da imagem e à inviolabilidade da intimidade feminina”, afirma o delegado João Martins Teixeira Barbosa, responsável pela condução final dos autos. 

De acordo com a PCMG, o suspeito admitiu a conduta, mas alegou motivações de “segurança pessoal”. 

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A corporação afirma que o técnico poderá responder pelo crime conhecido como registro não autorizado de intimidade sexual, previsto no artigo 216-B do Código Penal, onde se lê “Produzir, fotografar, filmar ou registrar, por qualquer meio, conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos participantes”. O inquérito foi enviado ao Ministério Público de Minas Gerais.

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