Dependentes de álcool e usuários de drogas em Minas Gerais podem pedir acolhimento, ajuda e atendimento por meio do WhatsApp. O serviço é disponibilizado pelo Centro de Referência Estadual em Álcool e outras Drogas (Cread) e pode ser solicitado tanto pelos próprios dependentes químicos quanto por familiares e amigos que tem o objetivo de ajudar o usuário.
O contato por Whatsapp pode ser feito pelo número (31) 3273-6204, que também recebe ligações. Ainda é possível contato por email pelo endereço cread@seguranca.mg.gov.br. O funcionamento é das 8h às 17h, de segunda a sexta.
O Centro, de acordo com o coordenador do projeto Otávio Ferreira, pretende expandir seus serviços para presenciais com a abertura de uma nova sede, prevista para final de abril deste ano. O atendimento presencial está interrompido há dez meses.
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Funcionando desde 2003, o Cread realiza atendimento on-line para ajuda de usuários de drogas em Minas Gerais. O serviço é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública.
Uma das psicólogas responsáveis pelo atendimento dos dependentes, Silvania Pereira, destaca como é importante atender os dependentes químicos em conjunto com seus familiares. Muitas vezes, as redes de apoio são um fator crucial para a realização do atendimento. Ela detalha também que todo o percurso é voluntário, ou seja, só é feito com autorização do paciente.
MAIORIA DE PRETOS E PARDOS
Silvania explica que após o contato inicial e a coleta de dados, os psicólogos do Cread são responsáveis por realizar o encaminhamento para diversos locais: CAPs (Centro de Atenção Psicossocial), comunidades de acolhimento e grupos de ajuda mútua (como o Alcoólicos Anônimos e o Narcóticos Anônimos), dentro da rede de apoio da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas (SUPOD).
O Cread oferece um grupo de apoio aos familiares. O serviço é feito on-line, quinzenalmente para orientação familiar em relação à dependência química e processos de co-dependência. O encontro é realizado todas as terças-feiras no período da tarde.
A psicóloga explica que os grupos de ajuda para familiares são importantes para entender o tratamento do dependente químico.
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“As dependências não são só químicas. São emocionais e financeiras”, diz Silvania. Segundo ela, o processo de dependência não acontece de forma isolada. Elas são construídas a partir de outros fatores que influenciam no comportamento. Ao descrever o perfil mais comum dos atendimentos, ela destaca homens, entre 28 e 45 anos, com vínculos sociais quebrados, sem vínculos com a família, em maioria pretos e pardos, com questões de sofrimento mental em virtude das vulnerabilidades sofridas.
