O apelo para que as pessoas tenham compaixão, amor ao próximo e cuidado com os mais necessitados marcou a Procissão do Encontro, realizada na manhã desta sexta-feira (3/4), principal evento da Semana Santa em Montes Claros (MG), na Região Norte. A procissão contou com a participação de centenas de pessoas.

Mantendo a tradição, os homens saíram da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida, levando a imagem de Nosso Senhor dos Passos. Durante o trajeto, o pároco da Catedral, padre Fernando Andrade, conduz os fieis com orações, usando um carro de som.

As mulheres partiram da Matriz Nossa Senhora da Conceição e São José, conduzindo a imagem de Nossa Senhora das Dores. O encontro entre homens e mulheres ocorreu na Praça Flamaryon Wanderley, no Bairro São José.

Desde o ano passado, a Procissão do Encontro não é mais realizada apenas no Centro da cidade, sendo organizada em outros bairros e localidades do município.

Reflexões e canto lírico

Durante o encontro na Praça Flamaryon Wanmderley, o padre Matheus Rodrigues Lopes, da Catedral Metropolitana, relatou o sofrimento de Jesus Cristo na caminhada rumo ao Monte Calvário. Foi recordado o momento em que ele encontra sua mãe, Maria, antes de ser sacrificado.

Também houve canto lírico, com representação do Santo Sudário, o pano usado por Verônica para enxugar o rosto de Jesus durante o seu martírio.

Ao fazer a pregação, o padre Matheus Rodrigues Lopes destacou a importância do amor ao próximo, pedindo aos fieis para terem compaixão com os mais necessitados. “Como pediu o Papa Leão XIV: que nos voltemos para o próximo, para mais necessitados. Enxergamos o rosto ferido e ensanguentado de Cristo nos rostos dos irmãos mais necessitados”, disse.

“Não se trata de demagogia. Nem de ideologia. É o próprio Cristo que se faz presente nesses pequenos que se encontram pelas ruas, em lugares inóspitos, clamando de cada um de nós um alívio para suas vidas”, afirmou o religioso.

“Quando ajudamos e fazemos caridade aos pequenos que passam fome, àqueles que não tem o que vestir e aos enfermos, nós tocamos na carne sofredora do próprio. Esses pequenos se tornam como sinais da presença de Cristo sofredor em nosso meio”, enfatizou o padre Matheus Rodrigues.

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“Como nos ensina São João: “não se pode amar a Deus quem não ama o seu irmão”, concluiu o sacerdote de Montes Claros. 

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