Cão é resgatado acorrentado e em magreza extrema; suspeito é preso
Cachorro estava preso, sem conseguir se movimentar ou se alimentar em Rio Manso, na Região Central. Homem foi preso em flagrante e animal, resgatado
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Um homem de 40 anos foi preso em flagrante em Rio Manso (MG), Região Central do estado, suspeito de cometer maus-tratos contra um cachorro. O animal foi encontrado pela Polícia Civil (PC) nesta sexta-feira (24/4) acorrentado e sem comida.
De acordo com a PC, denúncias anônimas relataram que o animal vivia em situação crítica. Os policiais encontraram o cão com magreza extrema, sem acesso à comida e sem qualquer mobilidade, pois estava preso a uma corrente com menos de 30 centímetros de comprimento.
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O homem foi autuado e o cão encaminhado ao setor de Zoonoses do município para receber suporte médico-veterinário.
Maus-tratos a animais em Minas
Minas Gerais registra uma média de 18 casos de maus-tratos contra animais por dia, conforme levantamento da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG), realizado entre janeiro e outubro de 2025.
Somente nos primeiros dez meses do ano passado, o número de casos consumados levados ao conhecimento das autoridades de segurança chegou a 5.540, contra os 3.750 do mesmo período de 2024 – um aumento de 47,6%.
Em 2020, o pitbull Sansão tornou-se símbolo depois de ter as patas traseiras arrancadas por agressores com o uso de um facão. O crime ocorreu em Vespasiano, na Grande BH. A veterinária que cuidou dele na época afirmou que o cachorro foi amarrado pela boca com arame farpado para que os agressores pudessem cortar suas patas sem que o bicho reagisse.
A história de Sansão causou comoção em todo o país e foi o mote de um abaixo-assinado que pedia mais rigor contra crimes contra animais. Em cinco dias, mais de 500 mil pessoas pediram justiça pelo crime de maus-tratos denunciado pelo tutor do animal. O cachorro recebeu doações para tratamento, cadeira de rodas e próteses para a readaptação.
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Com a repercussão do crime e o abaixo-assinado, o Congresso Nacional aprovou, em 20 de setembro de 2020, o Projeto de Lei (PL) nº 1.095, que tramitava desde 2019. Nove dias depois o projeto foi sancionado pela Presidência da República, transformado na Lei Federal nº 14.064/2020, batizada com o nome do cachorro e que alterou o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, que agora inclui um capítulo específico sobre cães e gatos. A pena para crimes contra esses dois animais foi aumentada em relação aos demais e é hoje de dois a cinco anos de reclusão, multa e proibição da guarda.