TRANSPORTE PÚBLICO

Motorista de ônibus entram em greve e transporte para em Divinópolis

Sem acordo entre motoristas e consórcio, paralisação começou à meia-noite. Prefeitura anuncia multa, autoriza vans e prevê reajuste da passagem a partir de maio

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Os motoristas do transporte público cruzaram os braços e deflagraram greve nesta sexta-feira (17/4) em Divinópolis (MG), no Centro-Oeste do estado. Apesar das intermediações da prefeita Janete Aparecida (Avante), não houve acordo entre os trabalhadores e o Consórcio Transoeste.

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A paralisação começou à meia-noite desta sexta, após assembleia realizada às 3h terminar em impasse. Em resposta, a prefeita confirmou a aplicação de multa por descumprimento do percentual de 30% da frota em circulação, abertura de processo administrativo, autorização para vans rodarem e o aumento da tarifa para R$ 6 no dinheiro e R$ 5,50 no cartão.

Atualmente, a passaginha está fixada em R$ 4,15 no pagamento em dinheiro e R$ 3,65 no cartão Divipass. Ela está congelada há cerca de seis anos. O reajuste, que começa a valer em maio deste ano, mesmo em meio à paralisação, conforme a prefeita, ocorre para garantir respaldo jurídico e administrativo nas cobranças contra a empresa.

Propostas sem acordo

A proposta apresentada pela empresa na madrugada de hoje e levada pela prefeita aos trabalhadores previa a equiparação salarial com motoristas de Belo Horizonte. A categoria não aceitou e decidiu manter a paralisação.

De um lado, o Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Divinópolis (Sinttrodiv) reivindica reajuste de aproximadamente 10%, além da incorporação de R$ 475 referentes à gratificação pela dupla função ao salário motorista e cobrador. Com isso, a remuneração total pode se aproximar de R$ 4 mil.
A categoria também pede aumento no tíquete-alimentação, dos atuais R$ 700 para R$ 900.

Por outro lado, a empresa propôs, conforme registrado em ata na quinta-feira (16/4), equiparar o salário ao de Belo Horizonte, em torno de R$ 3.180, mantendo a gratificação de R$ 475 da dupla função e oferecendo tíquete de R$ 800.

"Esse percentual é muito aquém ainda, apesar de a gente saber que está tendo uma evolução em cima do INPC, mas ainda está muito aquém daquilo que o trabalhador precisa", afirma o presidente do Sinttrodiv, Erivaldo Adami.

Para atender a demanda dos trabalhadores, o consórcio ainda pede o reajuste da tarifa para R$ 6,58, mais subsídio mensal que pode chegar a R$ 3 milhões. A prefeitura concordou em aumentar a tarifa em 44,6%, índice abaixo do pedido, suspender o subsídio e instituir um auxílio de gasolina próximo a R$ 200 mil por mês, em decorrência da alta do preço dos combustíveis.

"Toda a parte da prefeitura nós fizemos, inclusive com essa medida, que é muito difícil, de reajustar e colocar os preços para que a gente pudesse voltar a cobrar", afirmou Janete.


Medidas contra paralisação

A prefeita afirmou que determinou a aplicação de multas aos ônibus que não saíram para rodar, com base na exigência legal de funcionamento parcial do serviço, de 30% da frota. Com o reajuste da tarifa, ela disse também que abriu processo administrativo por ter "materialidade" para cobrar o cumprimento do contrato.

"Nele, eu peço o retorno imediato do trabalho para cumprir em Divinópolis, que seja iniciada a renovação da frota, que também sejam colocados os elevadores funcionando e, dentro do contrato, que sejam cumpridos todos os requisitos", explicou.

Embora o município faça o repasse do subsídio à empresa desde 2022, conforme a prefeita, a empresa ainda assim poderia alegar falta de capacidade financeira devido ao congelamento da tarifa, que já chega há quase seis anos.

Janete também confirmou a suspensão do subsídio mensal de R$ 2 milhões pago ao consórcio Transoeste. O valor integra um pacote de R$ 18 milhões negociados ainda pelo então prefeito Gleidson Azevedo (Republicanos) no final do ano passado para assegurar o congelamento da tarifa em 2026. A prefeitura já pagou R$ 8 milhões.

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Informou que já iniciou o processo de modelagem para contratação da nova concessão a partir de 2027 e disse que recusou o pedido da empresa para renovação do contrato atual por mais 15 anos. Até o momento, o consórcio não se manifestou sobre o assunto.

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