MG: cidades decretam situação de emergência por doenças respiratórias
Caratinga é o exemplo mais recente. Nesta quinta-feira (16/4) decretou medida que visa ampliar atendimentos diante do aumento de casos de SRAG
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O avanço de doenças respiratórias em Minas Gerais tem levado municípios a adotarem medidas emergenciais para evitar o colapso dos serviços de saúde. Em Caratinga, no Vale do Rio Doce, a prefeitura decretou situação de emergência em saúde pública para enfrentar a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), principal responsável pelo aumento das internações neste período do ano.
A decisão permite ampliar a capacidade de resposta da rede municipal, com reforço de equipes, expansão do atendimento nas unidades de saúde e mais agilidade na compra de medicamentos, insumos e equipamentos. A estratégia busca garantir assistência mais rápida à população diante da alta demanda.
Segundo a prefeitura, moradores com sintomas como febre persistente, tosse e dificuldade para respirar devem procurar atendimento nas unidades de saúde e evitar o agravamento do quadro. Em casos mais graves, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas segue como referência.
Cenário preocupa em todo o estado
Caratinga não está sozinha. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), outras cidades também decretaram emergência por causa da SRAG, como Belo Horizonte, Contagem, Araguari, Diamantina, Pedro Leopoldo e Unaí.
Em 2026, já foram registradas 7.592 notificações da síndrome e 380 mortes em todo o estado. Entre os municípios com maior impacto está a capital mineira, que soma 1.485 casos e 98 óbitos. Contagem aparece na sequência, com 387 casos e 23 mortes.
Diante do cenário, o estado mantém ativa, desde março, uma sala de monitoramento dos vírus respiratórios, que acompanha em tempo real dados de casos, internações, óbitos e ocupação de leitos. A iniciativa permite decisões mais rápidas, como a abertura de novas vagas hospitalares e a reorganização da rede de atendimento.
Reforço na rede e foco em crianças
Como parte das ações para enfrentar o aumento dos casos, o governo estadual também tem ampliado a estrutura de atendimento, especialmente para o público infantil. No início de abril, foram abertos 12 leitos semi-intensivos no Hospital Infantil João Paulo II, em Belo Horizonte, referência no atendimento pediátrico.
A medida acompanha a tendência de maior circulação de vírus respiratórios entre crianças, grupo considerado mais vulnerável a complicações.
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Vacinação é a principal forma de prevenção
Autoridades de saúde reforçam que a vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz para evitar casos graves, internações e mortes. Minas Gerais já distribuiu cerca de 3,2 milhões de doses da vacina contra a influenza aos municípios em 2026.
Apesar disso, a cobertura vacinal ainda é considerada abaixo do ideal, com cerca de 60% entre os grupos prioritários nos últimos anos. A meta é ampliar esse índice neste ano.
Para acelerar a imunização, diversas cidades mineiras realizaram o chamado “Dia D” de vacinação em 11 de abril, incluindo Belo Horizonte, Contagem, Betim e Ribeirão das Neves, com foco nos públicos mais vulneráveis.
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Além da vacina contra a gripe, o calendário inclui imunizantes contra covid-19, pneumococo e Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Novas estratégias também vêm sendo adotadas, como a vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório e o uso de anticorpos monoclonais em crianças com maior risco.