DECISÃO JUDICIAL

Falso veterinário é condenado a 14 anos de prisão em MG

Ele se apresentava como profissional habilitado, mas cursava o 5º período de medicina veterinária

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O estudante Diego Morelli Silva Nunes, de 37 anos, que atuou ilegalmente como médico-veterinário em Uberaba, no Triângulo Mineiro, foi condenado a 14 anos de prisão em regime, inicialmente, fechado por crimes envolvendo maus-tratos a animais, fraudes e falsidade ideológica. A condenação aconteceu nessa segunda-feira (6/4).

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A sentença também determinou o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 5 mil para cada uma das oito vítimas identificadas no processo. Ele não poderá recorrer em liberdade.

O advogado de Diego, Guilherme Almeida Cunha, divulgou por meio de nota que irá interpor recurso de apelação, com o objetivo de reverter a decisão e buscar o reconhecimento da inocência do réu.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), Diego se apresentava como profissional habilitado, mas cursava o 5º período de medicina veterinária.

Início das investigações

Ainda conforme a corporação, as investigações do caso começaram no final de abril do ano passado após denúncia relacionada à morte de uma cadela da raça pug, chamada Lola. A cadela morreu após ser atendida na clínica de Diego.

Segundo registro da Polícia Militar (PM) na época, o animal apresentou diarreia com sangue e vômitos. Então, o suspeito foi acionado e foi até a residência dos tutores, examinando a cadela e, em seguida, levando-a para sua clínica, onde afirmou que faria exames e a internaria.

Também consta no registro policial que Diego atualizou o estado de saúde da cadela durante o fim de semana e por volta das 18h de um domingo disse que ela havia morrido.

Desconfiada, a tutora relatou à PM que contatou um veterinário que já atendia o animal e foi informada de que Diego não era profissional habilitado.

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Além do exercício ilegal da profissão, a PCMG informou que o investigado também comercializava de forma irregular um plano de saúde para pets e constrangia pessoas ligadas à investigação. Diego, ainda conforme a PCMG, chegou a divulgar vídeos que mostravam o ex-sócio da clínica em situações de maus-tratos a animais.

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