MG: 51 pessoas são indiciadas por crimes cibernéticos
A Polícia Civil informou que desarticulou organização criminosa especializada e a Justiça determina bloqueio de R$ 260 milhões de bens e valores
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A Polícia Civil (PC) de Frutal, no Triângulo Mineiro, indiciou 51 pessoas por crimes cibernéticos e a Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 260 milhões em bens e valores vinculados aos investigados, na tarde desta quarta-feira (8/4).
As investigações são referentes à 3ª fase da Operação Martelo Virtual que, conforme a corporação de Frutal, desarticulou organização criminosa especializada na prática de crimes cibernéticos. Entre eles, e em especial, fraudes eletrônicas conhecidas como golpe do leilão, bem como na posterior ocultação e dissimulação de valores provenientes dessas atividades ilícitas por meio de complexos mecanismos de lavagem de dinheiro.
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O delegado regional Dimer Toledo Ribeiro explicou que, dos 51 investigados, 13 foram responsabilizados pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Enquanto outros 38 foram indiciados pela prática de novos atos de lavagem de capitais, identificados após a elaboração do Relatório de Análise Bancária e Fiscal, produzido pelo Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil de Minas Gerais, complementou o delegado.
Considerando as três fases da operação, Ribeiro informou que a investigação já identificou 56 pessoas envolvidas no esquema criminoso.
Além disso foram expedidos, ao longo das diligências, 36 mandados de prisão e 77 mandados de busca e apreensão. As apurações também revelaram a utilização de mais de 30 empresas de fachada estruturadas para viabilizar a movimentação e ocultação de valores ilícitos no sistema financeiro, contou o delegado.
Bloqueio de R$ 260 milhões
Ainda conforme o delegado, no âmbito patrimonial, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 260 milhões em bens e valores vinculados aos investigados. Até o presente momento, já foram identificados e efetivamente bloqueados aproximadamente R$ 40,9 milhões, abrangendo contas bancárias, imóveis, veículos e embarcações do tipo motos aquáticas, evidenciando a dimensão econômica da estrutura criminosa investigada.
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Em razão da possível configuração do crime de sonegação de imposto de renda, determinou-se o encaminhamento de cópias das peças do inquérito policial ao Ministério Público Federal, a fim de que seja analisada a eventual prática de crime contra a ordem tributária e adotadas as providências legais cabíveis, finalizou o delegado.