Paulo Warley da Silva Santos foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão em regime fechado pelo homicídio do porteiro Leandro Junio Coelho, que foi alvejado em um ponto de ônibus em Venda Nova, região de Belo Horizonte, em janeiro de 2024. O júri popular ocorreu nesta terça-feira (17/3). De acordo com o Fórum Lafayette, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o réu confessou ter sido o autor dos disparos que mataram o porteiro e afirmou que o crime foi motivado por supostas agressões de Leandro contra a prima de Paulo Warley, com quem era casado.

A condenação foi assinada pela juíza Fabiana Cardoso Gomes Ferreira, do 3º Tribunal do Júri de Belo Horizonte. Paulo Warley foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por homicídio qualificado, com motivo torpe, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Segundo o documento, Leandro Junio Coelho foi morto a tiros em um ponto de ônibus na Rua Central, no Bairro Copacabana, em Venda Nova. Por ter ocorrido em via pública e pela vítima ter sido pega desprevenida, o MPMG denunciou o homicídio por perigo comum e recurso que dificultou a defesa.

De acordo com o Fórum Lafayette, todas as sete testemunhas convocadas foram dispensadas pela acusação e pela defesa. O Estado de Minas entrou em contato com a defesa de Paulo Warley para solicitar um posicionamento e questionar sobre eventual recurso, e aguarda retorno.

Como foi o crime?

Segundo o MPMG, no dia 4 de janeiro de 2024, Leandro Junio Coelho estava em um ponto de ônibus na Rua Central, no Bairro Copacabana, quando foi surpreendido por um homem em uma motocicleta, que efetuou diversos disparos de arma de fogo contra ele. Conforme o documento de acusação, o crime ocorreu porque Paulo Warley acreditava que o porteiro teria maltratado a prima dele (autor do crime) e os filhos do casal.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Ainda segundo o documento, o autor do crime foi preso em flagrante em 5 de janeiro daquele ano e teve a prisão convertida em preventiva no dia 6 do mesmo mês. Na audiência de instrução e julgamento realizada em 11 de abril de 2024, foram ouvidas oito testemunhas, além do réu.

compartilhe