Todas as regionais de Belo Horizonte vão receber Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, segundo a prefeitura da capital.
As estações consistem em recipientes com água e uma tela impregnada com larvicida. As fêmeas do mosquito, atraídas pela água para colocar os ovos, entram em contato com o produto e carregam pequenas partículas nas patas e no abdômen. Ao se deslocarem para outros criadouros, acabam disseminando o larvicida em diferentes focos, contribuindo para impedir o desenvolvimento das larvas.
Atualmente, são 3,5 mil estações disseminadoras de larvicidas instaladas em diferentes regiões do município de Belo Horizonte. Os equipamentos foram implantados em pontos estratégicos, considerados os mais vulneráveis à proliferação do mosquito. Quinzenalmente, os agentes de combate a endemias (ACE) trocam a água dos equipamentos e fazem a revisão da tela com o larvicida.
Outras estratégias
Além da instalação das EDLs, Belo Horizonte conta com outras estratégias de combate às arboviroses. Os Agentes de Combate a Endemias fazem visitas em imóveis residenciais e comerciais para identificar e eliminar possíveis criadouros do mosquito.
O município também realiza aplicação de inseticida a Ultra Baixo Volume (UBV) em áreas com casos suspeitos de transmissão e faz o monitoramento de ovitrampas, que são armadilhas que simulam condições ideais para a reprodução do mosquito. As armadilhas permitem monitorar a circulação do Aedes aegypti e intensificar ações preventivas em áreas com maior número de mosquitos.
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Também são realizados mutirões de limpeza, em parceria com a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), e solturas de mosquitos com a bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade de transmissão das doenças.
“Temos um conjunto de ações, em diversas frentes, que somadas à participação da população, contribuem para que a gente mantenha a dengue, chikungunya e zika sobre controle. Também instalamos as Estações Disseminadoras de Larvicida em centros de saúde e escolas, de forma a ampliar a área de cobertura da estratégia”, explica o diretor de Zoonoses Eduardo Viana.
Vacina
No que se refere à vacina contra a dengue, o imunizante está sendo ofertado para o público de 10 a 14 anos. As doses são aplicadas nos centros de saúde e no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante.
Dengue em BH
Segundo os dados mais recentes fornecidos pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), em 2026, até o dia 27 de fevereiro, haviam sido confirmados 97 casos de dengue em Belo Horizonte. Até essa data, também havia 1.134 casos notificados, pendentes de resultados de exames laboratoriais e avaliações epidemiológicas. Foram investigados e descartados 1.055 casos.
Este ano, uma morte em decorrência da doença foi confirmada pela PBH, na sexta-feira (13/2). A vítima é uma mulher de 60 anos, moradora da regional do Barreiro, que tinha comorbidades.
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*Estagiária sob a supervisão do subeditor Humberto Santos
