Mulher acusada de matar homem confessa que crime ocorreu após flagrar abuso
Ré confessou o homicídio durante julgamento nesta terça-feira (24/3) e disse que acordou com a filha gritando e o homem 'em cima’ da criança, de 11 anos
compartilhe
SIGA
A mulher acusada de matar o companheiro, em março do ano passado, no Bairro Taquaril, Região Leste de Belo Horizonte, confessou o crime durante julgamento, nesta terça-feira (24/3), no 2° Tribunal do Júri da capital.
Durante o interrogatório, ela disse que acordou com a filha, de 11 anos, gritando e o homem "em cima" da criança. Segundo o relato da ré, ela conhecia o suspeito desde a infância. Eles moravam próximos e mantinham um relacionamento esporádico.
A mulher disse ainda que o homem tinha liberdade e costume de frequentar a casa dela. Relatou que duas semanas antes do crime, descobriu que ele mandava mensagens de cunho sexual, de visualização única, para a filha.
Leia Mais
Já no dia do crime, de acordo com ela, o homem chegou à casa dela embriagado. A mulher nega que tenha dado remédio para que ele dormisse e afirmou que ambos não tiveram relação sexual.
Ainda segundo o relato da mulher, os dois foram dormir e, de madrugada, ela acordou com a filha gritando. A ré descreveu que o homem estava com a calça abaixada e tentava tapar a boca da criança.
Ela contou que conseguiu arrastá-lo até a sala, pegou uma faca e deu vários golpes nele. Depois de matá-lo, disse que um jovem ouviu barulhos e movimentação dentro da casa e decidiu entrar. Só então, eles combinaram de retirar o corpo do local e levar para uma mata. Lá, ela colocou fogo no corpo do homem.
Relembre o caso
Em março do ano passado, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) foi acionada por moradores do Bairro Taquaril, que viram a dupla jogar um corpo em uma área de mata. No local, os militares encontraram a vítima carbonizada, com os órgãos internos para fora do corpo. Perto, havia um rastro de sangue, que levou os militares à casa da suspeita.
Diferentemente do depoimento no julgamento desta terça, a mulher, conforme o boletim de ocorrência, assumiu que deu remédio para o homem dormir e que havia mantido relações sexuais com ele na noite do crime.
Segundo o registro policial, ao ser localizada, a mulher prontamente assumiu o homicídio. Ela contou que viveu um relacionamento esporádico com o homem, de 47 anos, mas desconfiou que ele “tentava seduzir” sua filha, o que a levou a encontrar mensagens nesse teor para a criança em um aplicativo de mensagens.
De acordo com a acusada, o homem chegou em casa drogado, como de costume, e alisou a menina, que estava deitada no próprio quarto. A mulher fingiu que não percebeu e chamou a vítima para tomar uma cerveja na sala. No copo do homem, porém, a suspeita adicionou um remédio para dormir e o homem bebeu.
Ainda segundo a suspeita, ela teve relações sexuais com a vítima para “facilitar” o crime e, assim que ele dormiu, esfaqueou-o inúmeras vezes. Em seguida, ela o acertou diversas vezes na cabeça com um pedaço de madeira. Aos policiais, ela também relatou que, depois do crime, entrou em contato com o adolescente, de 17 anos, para que eles pudessem desovar o corpo.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
A dupla, então, levou o corpo à região de mata, onde o adolescente auxiliou a mulher a cortar o órgão genital e colocá-lo na boca do homem, antes de atear fogo no corpo dele.