8 DE MARÇO

Mulheres são brutalmente assassinadas em MG no Dia Internacional da Mulher

Os suspeitos eram companheiros das vítimas e foram presos

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Em Fronteira e Uberaba, cidades do Triângulo Mineiro, duas mulheres foram vítimas de feminicídios no Dia Internacional da Mulher. Os suspeitos eram companheiros das vítimas e foram presos pela Polícia Militar (PM).

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O primeiro caso ocorreu durante a madrugada de domingo (8/3), em Fronteira. Valquíria Santos da Silva, de 40 anos, foi morta com golpes de podão - foice afiada para cortar madeira - em casa do Assentamento Beira Rio. O suspeito, que era companheiro da vítima, foi preso algumas horas após o crime e encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Frutal, cidade a cerca de 60 km do local do crime.

Já em Uberaba, uma mulher de 36 anos também morreu nesse domingo (8/3) depois de ser baleada na cabeça dentro da própria casa. O suspeito, de 34 anos, é o marido da vítima. Ele é agente da Guarda Civil Municipal e também foi preso por uma equipe da PM. O nome da mulher não foi divulgado.

Suspeito é preso escondido em vegetação

Segundo a PM de Frutal, antes do suposto feminicídio ocorrido em Fronteira, o casal envolvido no crime foi até um sítio vizinho onde havia uma confraternização. No local, o homem e a mulher teriam consumido bebidas alcoólicas.

Ainda conforme a PM, algumas horas após o crime, o suspeito foi localizado escondido deitado sobre vegetação, aos fundos de um sítio do vizinho. Ele também foi preso sob suspeita de favorecimento pessoal.

O suspeito principal negou o crime aos militares, mas, segundo a PM de Frutal, apresentou versões contraditórias. Ele relatou aos policiais que o relacionamento com a companheira tinha cerca de dois meses e que eles não moravam juntos.

Crime na frente da filha do casal

Segundo registro policial, a mãe da vítima de Uberaba contou aos militares ter ido até a residência do família de sua filha após receber uma mensagem da neta de oito anos dizendo que o pai havia dado um tiro na cabeça da mãe.

Ainda conforme relato da mãe, a criança que estava na casa teria presenciado a agressão e enviado mensagem pedindo ajuda. A mãe da vítima afirmou também que a neta disse que antes do disparo houve discussão entre o casal, seguida de agressão física.

A mulher contou que o seu genro após atirar na filha a colocou no carro e a levou no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM). Ele teria ordenado que a filha não avisasse ninguém. A vítima morreu pouco tempo depois de dar entrada no hospital.

No hospital, o suspeito afirmou inicialmente que a esposa teria atirado contra si mesma após descobrir uma suposta traição, sugerindo tratar-se de suicídio, diz trecho do registro policial. Ainda conforme a PM de Uberaba, o interior do veículo tinha muito sangue.

Durante as buscas no carro do suspeito, os policiais informaram que encontraram carregadores de arma de fogo, coldre, distintivo funcional, equipamentos táticos e um celular. O automóvel foi apreendido e encaminhado ao pátio credenciado para perícia.

Na abordagem policial o suspeito apresentou comportamento alterado e chegou a pedir para ser morto, sendo necessário o uso de algemas por medida de segurança. Ele foi encaminhado para atendimento médico e permaneceu sob escolta.

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Na residência onde ocorreu o suposto feminicídio, a perícia técnica da Polícia Civil de Minas Gerais localizou duas pistolas, carregadores, munições e um cartucho deflagrado na sala, apontada como local do disparo.

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