MATERNIDADE

BH: maternidade realiza transfusão de sangue para tratar anemia fetal

A Maternidade Odete Valadares, da Fundação Hospitalar de MG, amplia o serviço e oferece procedimento que aumenta as chances de sobrevivência em casos graves

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A Maternidade Odete Valadares (MOV), unidade da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), no Bairro Prado, na Região Oeste de BH, passou a realizar transfusão de sangue intrauterina para o tratamento de anemia fetal grave. A iniciativa integra a ampliação do Serviço de Medicina Fetal da instituição, referência estadual no atendimento a gestações de alto risco.

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O procedimento, considerado de alta complexidade, é indicado em situações específicas e tem como objetivo preservar a vida do feto quando a anemia é identificada ainda durante a gestação. A técnica consiste na introdução de uma agulha fina no útero materno, guiada por ultrassonografia, para transfusão de sangue diretamente ao feto. A intervenção exige equipe médica altamente especializada e estrutura hospitalar adequada.

Atendimento especializado

Criado há quase dois anos, o Ambulatório de Medicina Fetal da MOV tem fortalecido o cuidado às gestantes com alterações detectadas no pré-natal. Em 2024, o serviço recebeu 172 gestantes para primeiras consultas e realizou, ao todo, 865 atendimentos, entre consultas iniciais e retornos. Desses casos, três demandaram a realização de transfusão intrauterina.

As pacientes são encaminhadas por meio da Central de Regulação, após rastreamento realizado nas Unidades Básicas de Saúde identificar, principalmente, incompatibilidade sanguínea entre mãe e filho — principal causa de anemia fetal grave.

Chance de sobrevida

De acordo com o médico especialista em medicina fetal da MOV Francisco Lima, fetos com anemia grave e muito prematuros apresentam alta probabilidade de óbito se não houver intervenção adequada.

"Fazemos a transfusão para prorrogar o tempo dentro da barriga da mãe e permitir que eles (fetos) nasçam no momento apropriado. Quando realizada em tempo oportuno e bem-sucedida, a sobrevida é muito grande", explica o médico.

Em geral, a transfusão intrauterina é indicada para fetos com idade gestacional entre 20 e 24 semanas, podendo ser realizada até a 34ª semana de gestação, conforme avaliação clínica.

Confiança no atendimento

A moradora de Santa Luzia e dona de casa Tayna Stefane Nunes, de 26 anos, vivencia de perto a importância do serviço. Em sua terceira gestação, ela passou a ser acompanhada no ambulatório de medicina fetal da MOV no fim do ano passado, após exame de pré-natal apontar risco de anemia grave no bebê devido à incompatibilidade sanguínea.

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Apesar da gravidade do quadro, que exige monitoramento contínuo, Tayna demonstra tranquilidade e confiança na equipe.

"Aqui é um hospital que tem uma estrutura fora do comum. A médica do posto de saúde viu a incompatibilidade sanguínea e me mandou para cá. Me sinto muito segura porque sei que estou no lugar certo. O fato de eu fazer ultrassom sempre, de ver como ele está, me traz mais calma ainda", afirma.

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Thiago Prata

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