O homem que cometeu um ato discriminatório contra um cadeirante na última quinta-feira (12/2), em Belo Horizonte, publicou um pedido de desculpas no Instagram. "O que fiz foi grave e inaceitável", diz o texto. "Minha conduta foi errada e atingiu a dignidade de uma pessoa com deficiência e de seus familiares", prossegue a retratação.
"Meu pedido de perdão não apaga o erro nem exige que ele seja aceito. Ele é apenas o reconhecimento público de uma responsabilidade que é exclusivamente minha", diz ainda o texto. A retratação diz ainda: "assumo integralmente a responsabilidade pela minha conduta e estou disposto a enfrentar todas as consequência administrativas e legais decorrentes do meu erro".
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Apesar dos desdobramentos que o caso teve, o texto pontua: "o que mais tem pesado é a consciência do mal que provoquei". Por fim, a conclusão traz mais uma retratação: "lamento profundamente o que aconteceu". O texto foi publicado no pefil pessoal do homem, identificado como Pedro Casagrande.
Entenda o caso
De acordo com o relato da chef Juliana Duarte, proprietária do restaurante Cozinha Santo Antônio, na Rua São Domingos do Prata, no Bairro Santo Antônio, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, ela, o marido, que também se chama Pedro e é cadeirante, e a cuidadora, Raquel, se depararam com um veículo estacionado de maneira irregular, sobre a faixa de pedestres, bloqueando a rampa de acessibilidade, quando chegavam ao estabelecimento.
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Ao identificar o proprietário em um bar vizinho, Juliana solicitou a retirada do veículo e o questionou se ele "não tinha vergonha" da infração. "Não. Sou escroto, mas vou tirar o carro mesmo assim", teria dito o homem. Ao manobrar para sair, ele desferiu a primeira ofensa direta a Pedro: "Tchau, cadeirante! Espero que você ande muito por aí".
Após o primeiro embate, Pedro seguiu para casa, enquanto Juliana permaneceu no restaurante. Por volta das 22h26, o agressor teria adentrado o estabelecimento. "Ele entrou altivo, com um sorriso no rosto. Achei que iria pedir desculpas, mas ele se aproximou e disse: 'E aí, ele voltou a andar?'. Virou as costas e foi embora", relata Juliana.
Consequências
Após se tornar público, caso deu origem a vários desdobramentos. A UFMG, onde Pedro Casagrande trabalha como docente, abriu uma investigação interna contra ele. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), prometeu rigor na fiscalização de contratos em que Pedro Casagrande estiver relacionado.
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que instaurará um Procedimento Investigatório Criminal sobre o episódio. Já Mateus Simões (PSD), vice-governador de Minas Gerais, anunciou que cancelará contratos do governo estadual com o homem.
