O corpo de uma idosa foi localizado na manhã desta quinta-feira (19) na Lagoa da Pampulha e pode ser da aposentada Maristela Parreiras, de 91 anos, desaparecida desde a última terça-feira (17) em Belo Horizonte (MG). De acordo com a Polícia Civil, a família foi comunicada e a identificação oficial dependerá de exames realizados pelo Instituto Médico-Legal (IML).
Maristela morava no Bairro São Salvador, na Região Noroeste da capital. Segundo familiares, ela saiu de casa por volta das 11h de terça-feira, utilizando um carro de aplicativo. Um vizinho teria ajudado a chamar o veículo.
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Militares do Corpo de Bombeiros foram acionados para resgatar o corpo encontrado na Avenida Otacílio Negrão de Lima. A vítima, uma idosa sem identificação, foi retirada da água e encaminhada à Polícia Civil. Conforme a Divisão de Referência à Pessoa Desaparecida, até o momento não há indícios de participação de terceiros na morte. A confirmação oficial da identidade deve ocorrer após os exames periciais.
Desaparecimento
À reportagem, a neta de Maristela, Carolina Fagundes, disse que a idosa iria para a casa de uma parente. No entanto, o motorista relatou à família que, durante o trajeto, Maristela mudou de ideia e pediu para descer nas proximidades de um supermercado na Avenida Abílio Machado, antes de chegar ao destino informado.
O condutor também afirmou que a passageira aparentava estar agitada. Segundo a família, Maristela era uma pessoa tranquila, mas poderia estar em surto no momento em que saiu de casa.
Outro ponto que aumentou a preocupação foi um bilhete deixado na residência. Na mensagem, a idosa se despedia da prima-sobrinha com quem morava e escreveu que “nunca mais daria trabalho”, o que levantou o temor de atentado contra a própria vida.
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Maristela saiu sem documentos. A bolsa com pertences e dinheiro foi encontrada sobre a mesa da sala. A casa estava aberta quando a familiar retornou do interior e percebeu o desaparecimento.
