Em meio ao colorido e ao axé do desfile do Baianas Ozadas, a foliã Solange Silva, de 57 anos, levou para a avenida uma mensagem de denúncia e reflexão. Com um cartaz nas mãos, ela relembrou as tragédias ambientais que marcaram Minas Gerais e defendeu que os episódios não sejam esquecidos.


O rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, em 2015, e da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019, foram citados por ela como feridas ainda abertas. Em Brumadinho, a tragédia deixou 272 mortos. Sete anos depois, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais encerrou oficialmente as buscas pelas duas últimas vítimas que permaneciam desaparecidas.


Moradora de Belo Horizonte, Solange afirmou que acredita que o Carnaval também é um espaço de consciência. Segundo ela, o Baianas carrega mensagens de sensibilidade, inclusão, respeito às religiões de matriz africana, fraternidade e igualdade, valores que, na visão dela, precisam caminhar junto com memória e justiça.

 

Homenagem aos mortos de Brumadinho e Mariana

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Quéren Hapuque

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