O carnaval de Belo Horizonte de 2026 conta, pela primeira vez, com a Cabine Rosa. A iniciativa visa humanizar e ampliar o atendimento a mulheres vítimas de violência e importunação sexual durante a folia. Na Região da Pampulha, palco de grandes blocos e shows, uma carreta do Centro Integrado de Comando e Controle Móvel (CICCM) faz o monitoramento das vias e realiza o primeiro contato com as vítimas.
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De acordo com a sargento Marjory Costa, responsável pela função nesta segunda-feira (16/2) pela carreta localizada entre as avenidas Antônio Abrahão Caram e Rei Pelé, os casos de importunação são variados. Segundo Costa, a principal queixa das mulheres é que alguns homens acreditam que podem assediá-las pelas roupas que elas usam.
"Nós fazemos o primeiro atendimento [na carreta], mas as vítimas são encaminhadas para delegacias. Se o agressor é preso em flagrante, ele já é encaminhado para a delegacia junto à vítima, mas se ele não for identificado, a vítima é orientada a seguir com o atendimento especializado pela guarda civil ou polícia civil", explica.
Para o diretor do CICCM, Flávio Augusto Xavier e Silva, a localização da central é importante, pois, a partir do monitoramento, é possível oferecer uma resposta mais ágil diante de infrações.
"Nós temos um trabalho integrado com diversos órgãos que fazem o monitoramento de tornozelados e outras instituições que dão apoio neste evento. Já o atendimento à mulher é feito exclusivamente por uma policial feminina", diz.
A delegada Bianca Landau também está presente na carreta e detalha que todos os tipos de ocorrência podem ser realizados na central móvel.
"Temos o objetivo de atender os foliões sobre qualquer demanda. Se o folião precisar fazer um boletim de ocorrência, ele pode comparecer [à carreta]", conclui.
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A segunda carreta está localizada na Avenida dos Andradas, na altura do número 3.858. Os veículos contam com câmeras de longo alcance e 12 estações de trabalho com acesso à internet.
