No meio do barulho, do calor e da euforia do carnaval, existe um ponto de equilíbrio quase invisível para quem está na multidão: a regência da bateria. Conduzir dezenas e até centenas de ritmistas exige técnica, preparo físico e atenção redobrada. No Bloco Abalô-Caxi, que abriu o segundo dia de folia neste domingo (15), a responsabilidade ficou nas mãos dos regentes.

 

Com o tema “Festa no Vale!”, o bloco ocupa as ruas do Centro com a proposta de celebrar a diversidade e afirmar as existências LGBTQIAPN+. Embora a estreia do coral seja uma das novidades de 2026, a bateria segue como uma das grandes estrelas do cortejo.

De Ney Matogrosso à canção "Charme", de Liniker, foliões apostam em criatividade e diversidade no Abalô-caxi, onde até fotos reveladas na hora eternizam os looks do desfile. Quéren Hapuque/EM/D.A. Press
De Ney Matogrosso à canção "Charme", de Liniker, foliões apostam em criatividade e diversidade no Abalô-caxi, onde até fotos reveladas na hora eternizam os looks do desfile. Quéren Hapuque/EM/D.A. Press
De Ney Matogrosso à canção "Charme", de Liniker, foliões apostam em criatividade e diversidade no Abalô-caxi, onde até fotos reveladas na hora eternizam os looks do desfile. Quéren Hapuque/EM/D.A. Press
De Ney Matogrosso à canção "Charme", de Liniker, foliões apostam em criatividade e diversidade no Abalô-caxi, onde até fotos reveladas na hora eternizam os looks do desfile. Quéren Hapuque/EM/D.A. Press
De Ney Matogrosso à canção "Charme", de Liniker, foliões apostam em criatividade e diversidade no Abalô-caxi, onde até fotos reveladas na hora eternizam os looks do desfile. Quéren Hapuque/EM/D.A. Press
De Ney Matogrosso à canção "Charme", de Liniker, foliões apostam em criatividade e diversidade no Abalô-caxi, onde até fotos reveladas na hora eternizam os looks do desfile. Quéren Hapuque/EM/D.A. Press
De Ney Matogrosso à canção "Charme", de Liniker, foliões apostam em criatividade e diversidade no Abalô-caxi, onde até fotos reveladas na hora eternizam os looks do desfile. Quéren Hapuque/EM/D.A. Press
De Ney Matogrosso à canção "Charme", de Liniker, foliões apostam em criatividade e diversidade no Abalô-caxi, onde até fotos reveladas na hora eternizam os looks do desfile. Quéren Hapuque/EM/D.A. Press
De Ney Matogrosso à canção "Charme", de Liniker, foliões apostam em criatividade e diversidade no Abalô-caxi, onde até fotos reveladas na hora eternizam os looks do desfile. Quéren Hapuque/EM/D.A. Press

Segundo Gisele Maia, uma das regentes, o grupo reúne cerca de 260 integrantes. “Foi intenso, foi uma loucura, mas foi muito bom. A bateria chegou com muita energia. Tem uma galera que já está com a gente há alguns ciclos e muita gente que chegou agora, participando pela primeira vez. Está tudo misturado, e isso é muito bonito”, afirma.

A preparação contou com dez ensaios iniciados em setembro de 2025. Durante o desfile, performances de drag queens, alas de dança e intervenções artísticas transformaram o espaço urbano em um grande palco a céu aberto. 

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O repertório deste ano aposta em arranjos inovadores, pensados para dialogar com o tema. “Pensamos em como entregar uma festa LGBTQIAPN+, que geralmente toca muito pop internacional, mas com a cara do Abalô”, explica o diretor musical Henrique Vilela. Segundo ele, a seleção incluiu artistas do pop que conversam com ritmos brasileiros, como Anitta, Marina Sena, Pabllo Vittar e Lamparina. “Preparamos arranjos especiais para este ano”, destaca.

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